MedEvo Simulado — Prova 2026
Um lactente de 10 meses de idade, previamente hígido, está internado em uma unidade de pronto atendimento devido a um quadro de pneumonia grave. Durante a monitorização, o paciente apresenta subitamente apneia, cianose central e ausência de pulsos braquial e femoral. A equipe de saúde inicia imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) com compressões torácicas e ventilação com bolsa-válvula-máscara. Poucos minutos após o início das manobras, a mãe da criança entra na sala de emergência, extremamente abalada e chorando, questionando o que está acontecendo com seu filho. O ritmo verificado no monitor cardíaco é uma assistolia. Diante desse cenário crítico, considerando as diretrizes atuais de suporte avançado de vida em pediatria (PALS) e os preceitos éticos, a conduta mais adequada é:
RCP Pediátrica: Priorize compressões/ventilação eficaz e permita presença da família com suporte adequado.
As diretrizes do PALS recomendam permitir que a família presencie a reanimação, desde que haja suporte. Na via aérea, a ventilação com bolsa-válvula-máscara é prioridade inicial para evitar interrupções nas compressões torácicas.
O Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) enfatiza uma abordagem centrada na família e na eficiência técnica. A presença da família durante a RCP é associada a um melhor processamento do luto e menor incidência de transtorno de estresse pós-traumático para os pais, pois permite que eles vejam que tudo o que era possível foi realizado pelo paciente. Tecnicamente, a RCP pediátrica difere da adulta pela etiologia predominantemente respiratória das paradas. Por isso, a ventilação é crucial. No entanto, a ênfase permanece em minimizar interrupções nas compressões. Estudos mostram que a intubação orotraqueal não melhora o desfecho neurológico em comparação à ventilação com BVM no ambiente pré-hospitalar ou nos minutos iniciais da parada, tornando a BVM a escolha preferencial enquanto a equipe se organiza.
Não. As diretrizes atuais (AHA/PALS) recomendam que os familiares sejam autorizados a permanecer no recinto durante a reanimação cardiopulmonar, se desejarem. É fundamental que um membro da equipe de saúde (não envolvido diretamente nas manobras) seja designado para oferecer suporte emocional, explicar os procedimentos e responder às dúvidas da família em tempo real.
A prioridade é manter a oxigenação e ventilação eficazes com o mínimo de interrupção das compressões torácicas. Em muitos cenários, a ventilação com bolsa-válvula-máscara (BVM) é tão eficaz quanto a intubação orotraqueal (IOT) no manejo inicial. A IOT deve ser considerada apenas se a BVM for ineficaz ou após a estabilização inicial, para evitar pausas prolongadas nas compressões.
A assistolia é um ritmo não chocável. O manejo foca em RCP de alta qualidade (compressões e ventilações 15:2 com dois socorristas), administração precoce de epinefrina (idealmente nos primeiros 5 minutos) e busca pelas causas reversíveis (os 'Hs e Ts'). A desfibrilação não é indicada para assistolia ou AESP.
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