Protocolo ACLS 2024: Manejo da Assistolia e AESP

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 65 anos apresenta parada cardíaca com um traçado de assistolia no monitor. Foram realizadas compressões torácicas e uma dose inicial de epinefrina foi administrada. Qual deve ser o próximo passo na condução da reanimação de acordo com o ACLS 2024?

Alternativas

  1. A) Repetir a epinefrina a cada 5 minutos e manter compressões.
  2. B) Alternar entre compressões torácicas e desfibrilação de baixa carga
  3. C) Administrar amiodarona 300 mg IV imediatamente
  4. D) Suspender a reanimação após 2 minutos caso não haja resposta.
  5. E) Administrar dopamina para melhorar a perfusão coronariana.

Pérola Clínica

Assistolia/AESP → Epinefrina precoce (o mais rápido possível) + repetir a cada 3-5 min.

Resumo-Chave

Em ritmos não chocáveis (assistolia/AESP), a administração imediata de epinefrina é prioritária, seguida de ciclos de 2 minutos de RCP e repetição da droga a cada 3-5 minutos.

Contexto Educacional

A assistolia representa a ausência total de atividade elétrica ventricular e possui o pior prognóstico entre os ritmos de PCR. O manejo baseia-se no suporte básico de vida (RCP de alta qualidade) e suporte avançado com epinefrina. A epinefrina atua via receptores alfa-1 adrenérgicos, promovendo vasoconstrição periférica, o que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante as compressões. A busca por causas tratáveis (hipovolemia, hipóxia, H+, hipo/hipercalemia, hipotermia, tensão no tórax, tamponamento, toxinas, trombose coronária ou pulmonar) é mandatória.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade na assistolia segundo o ACLS 2024?

Diferente dos ritmos chocáveis (FV/TVSP), onde a prioridade é a desfibrilação, na assistolia e na Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), a prioridade absoluta é o início imediato das compressões torácicas de alta qualidade e a administração da primeira dose de epinefrina o mais rápido possível. Estudos demonstram que quanto mais cedo a epinefrina é administrada em ritmos não chocáveis, maior a chance de Retorno à Circulação Espontânea (RCE).

Qual o intervalo correto para repetição da epinefrina?

A epinefrina deve ser administrada em doses de 1 mg IV/IO a cada 3 a 5 minutos durante toda a reanimação, enquanto persistir o ritmo de parada. No contexto de uma prova, se a alternativa cita 'a cada 5 minutos', ela está dentro do intervalo preconizado pelo protocolo (3-5 min). O ciclo de RCP deve ser mantido por 2 minutos entre as checagens de ritmo.

Quando utilizar amiodarona ou lidocaína na PCR?

A amiodarona e a lidocaína são agentes antiarrítmicos indicados exclusivamente para ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem pulso) que são refratários ao choque. Elas não possuem indicação no tratamento da assistolia ou da AESP, onde o foco deve ser a busca pelas causas reversíveis (os 5Hs e 5Ts).

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