MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 64 anos, internado em uma unidade de clínica médica para tratamento de pneumonia, é encontrado subitamente inconsciente e sem movimentos respiratórios. A equipe de enfermagem inicia imediatamente as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e aciona o código azul. Ao chegar ao leito, o médico da intercorrência constata a ausência de pulso carotídeo e observa o traçado eletrocardiográfico no monitor, conforme ilustrado na imagem abaixo. Diante desse cenário clínico e do ritmo visualizado, a conduta imediata mais adequada é:
Ritmo não chocável (AESP/Assistolia) → Adrenalina precoce (1mg) + RCP de alta qualidade.
Em ritmos não chocáveis (Assistolia/AESP), a administração imediata de adrenalina é a intervenção farmacológica prioritária, associada a compressões torácicas contínuas.
O atendimento à Parada Cardiorrespiratória (PCR) segue as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support). Diante de um paciente inconsciente e sem pulso, a identificação do ritmo no monitor divide o algoritmo em dois caminhos: chocáveis (FV/TVSP) e não chocáveis (Assistolia/AESP). Para ritmos não chocáveis, a evidência demonstra que o atraso na administração de adrenalina está associado a piores desfechos neurológicos e menor taxa de sobrevivência. A atropina, mencionada em protocolos antigos, não é mais recomendada para PCR. A RCP deve ser mantida em ciclos de 2 minutos, com interrupções mínimas para checagem de ritmo, garantindo profundidade e frequência adequadas das compressões.
A prioridade absoluta é o início imediato de compressões torácicas de alta qualidade e a administração de 1 mg de adrenalina o mais rápido possível (idealmente nos primeiros minutos). Diferente dos ritmos chocáveis, onde o choque é a prioridade, aqui a perfusão coronariana e cerebral depende da adrenalina e da técnica de RCP.
A amiodarona e a lidocaína são indicadas apenas em ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem pulso) que persistem após o segundo ou terceiro choque. Elas não têm papel no tratamento inicial da Assistolia ou da Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).
Deve-se investigar os '5Hs' (Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio/Acidose, Hipo/Hipercalemia, Hipotermia) e os '5Ts' (Tensão no tórax/Pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar, Trombose coronariana). Identificar e tratar a causa base é essencial para o retorno da circulação espontânea.
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