Manejo de Ritmos Não Chocáveis na PCR: Protocolo ACLS

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 64 anos, internado em uma unidade de clínica médica para tratamento de pneumonia, é encontrado subitamente inconsciente e sem movimentos respiratórios. A equipe de enfermagem inicia imediatamente as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e aciona o código azul. Ao chegar ao leito, o médico da intercorrência constata a ausência de pulso carotídeo e observa o traçado eletrocardiográfico no monitor, conforme ilustrado na imagem abaixo. Diante desse cenário clínico e do ritmo visualizado, a conduta imediata mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Manter as compressões torácicas de alta qualidade e administrar 1 mg de adrenalina o mais precocemente possível.
  2. B) Suspender as compressões torácicas para realizar a administração de 1 mg de atropina em bolus intravenoso.
  3. C) Realizar desfibrilação imediata com carga máxima (360 J monofásico ou 200 J bifásico) e checar o pulso.
  4. D) Administrar 300 mg de amiodarona diluída em soro glicosado 5% após o primeiro ciclo de compressões.

Pérola Clínica

Ritmo não chocável (AESP/Assistolia) → Adrenalina precoce (1mg) + RCP de alta qualidade.

Resumo-Chave

Em ritmos não chocáveis (Assistolia/AESP), a administração imediata de adrenalina é a intervenção farmacológica prioritária, associada a compressões torácicas contínuas.

Contexto Educacional

O atendimento à Parada Cardiorrespiratória (PCR) segue as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support). Diante de um paciente inconsciente e sem pulso, a identificação do ritmo no monitor divide o algoritmo em dois caminhos: chocáveis (FV/TVSP) e não chocáveis (Assistolia/AESP). Para ritmos não chocáveis, a evidência demonstra que o atraso na administração de adrenalina está associado a piores desfechos neurológicos e menor taxa de sobrevivência. A atropina, mencionada em protocolos antigos, não é mais recomendada para PCR. A RCP deve ser mantida em ciclos de 2 minutos, com interrupções mínimas para checagem de ritmo, garantindo profundidade e frequência adequadas das compressões.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade no tratamento de ritmos não chocáveis (Assistolia/AESP)?

A prioridade absoluta é o início imediato de compressões torácicas de alta qualidade e a administração de 1 mg de adrenalina o mais rápido possível (idealmente nos primeiros minutos). Diferente dos ritmos chocáveis, onde o choque é a prioridade, aqui a perfusão coronariana e cerebral depende da adrenalina e da técnica de RCP.

Quando usar amiodarona ou lidocaína na PCR?

A amiodarona e a lidocaína são indicadas apenas em ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem pulso) que persistem após o segundo ou terceiro choque. Elas não têm papel no tratamento inicial da Assistolia ou da Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).

Quais são as causas reversíveis que devem ser investigadas na AESP?

Deve-se investigar os '5Hs' (Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio/Acidose, Hipo/Hipercalemia, Hipotermia) e os '5Ts' (Tensão no tórax/Pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose pulmonar, Trombose coronariana). Identificar e tratar a causa base é essencial para o retorno da circulação espontânea.

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