UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2016
A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS-2006) identificou níveis inadequados de vitamina A em 17,4% das crianças e 12,3% das mulheres em idade fértil. A região Sudeste apresentou as maiores prevalências (21,6% e 14% respectivamente) com destaque nas áreas de risco em Minas Gerais (região norte, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucurici) e em São Paulo (Vale do Ribeira). O Manual de Condutas Gerais do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (2013) indica para as mulheres residentes nas áreas de risco a suplementação de vitamina A no seguinte esquema:
Suplementação Vitamina A em mulheres de risco: dose única no pós-parto imediato.
O Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A preconiza a administração de uma dose única de vitamina A (200.000 UI) para mulheres no pós-parto imediato (até 45 dias após o parto), especialmente em áreas de risco, visando repor as reservas maternas e enriquecer o leite materno, protegendo o lactente.
A deficiência de vitamina A (DVA) é um problema de saúde pública significativo no Brasil, afetando crianças e mulheres em idade fértil, com maior prevalência em regiões de risco. A vitamina A é vital para a visão, função imunológica, crescimento e desenvolvimento. A hipovitaminose A pode levar a cegueira noturna, xeroftalmia e aumento da suscetibilidade a infecções, impactando gravemente a saúde materno-infantil. Para combater a DVA, o Ministério da Saúde implementou o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A. Este programa estabelece diretrizes claras para a suplementação, especialmente para grupos vulneráveis. Para mulheres residentes em áreas de risco, a recomendação é a administração de uma dose única de 200.000 UI de vitamina A. O momento crucial para essa suplementação é no pós-parto imediato, idealmente antes da alta hospitalar ou até 45 dias após o parto. Essa estratégia visa repor as reservas maternas de vitamina A, que são depletadas durante a gestação e lactação, e garantir que o leite materno seja rico em vitamina A, protegendo o lactente nos primeiros meses de vida. É importante ressaltar que a suplementação de altas doses de vitamina A não é recomendada durante a gestação devido ao risco de teratogenicidade.
A vitamina A é crucial para a visão, crescimento, desenvolvimento celular, função imunológica e integridade de tecidos epiteliais. Sua deficiência pode causar cegueira noturna, xeroftalmia e aumento da morbimortalidade por infecções em crianças e mães.
Para mulheres em áreas de risco, o Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A indica uma dose única de 200.000 UI de vitamina A, administrada no pós-parto imediato, preferencialmente antes da alta hospitalar ou até 45 dias após o parto.
Doses elevadas de vitamina A durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre, podem ser teratogênicas, causando malformações fetais. Por isso, a suplementação é focada no pós-parto, quando beneficia a mãe e o bebê através do leite materno.
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