HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Recentemente o Ministério da Saúde publicou o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos. Com relação a esse tema, julgue o item a seguir. Na criança menor de dois anos de idade, a deficiência de vitamina A aumenta o risco de infecções e provoca importantes problemas visuais, enquanto a deficiência de ferro causa anemia, sendo importante avaliar a necessidade de suplementação desses nutrientes a partir dos seis meses de vida, mesmo em crianças que continuam a ser amamentadas.
Deficiência de Vit A e Ferro em < 2 anos ↑ risco de infecções/anemia; suplementação é essencial a partir dos 6 meses, mesmo em amamentados.
A deficiência de vitamina A e ferro é um problema de saúde pública em crianças menores de dois anos, com sérias consequências como aumento do risco de infecções, problemas visuais e anemia. A suplementação desses nutrientes é recomendada a partir dos seis meses de vida, independentemente do aleitamento materno, para prevenir essas deficiências.
O Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos, publicado pelo Ministério da Saúde, é um documento fundamental que orienta a alimentação saudável e a prevenção de deficiências nutricionais na primeira infância. Este período é crítico para o crescimento e desenvolvimento, e a nutrição adequada desempenha um papel vital na saúde a longo prazo. A deficiência de micronutrientes como vitamina A e ferro é uma preocupação significativa em crianças menores de dois anos no Brasil. A vitamina A é essencial para a visão, crescimento, desenvolvimento e função imunológica, e sua deficiência aumenta o risco de infecções e problemas oculares. O ferro é crucial para a formação da hemoglobina e o desenvolvimento neurocognitivo, sendo sua deficiência a principal causa de anemia ferropriva, que afeta o desenvolvimento e a capacidade de aprendizado. A partir dos seis meses de idade, as necessidades de ferro e vitamina A aumentam, e o leite materno, embora continue sendo um alimento valioso, não é suficiente para suprir essas demandas crescentes. Por isso, a suplementação profilática de ferro e vitamina A é recomendada, juntamente com a introdução de alimentos complementares ricos nesses nutrientes, mesmo em crianças que continuam a ser amamentadas, visando prevenir as graves consequências dessas deficiências.
A partir dos 6 meses, as reservas de ferro do lactente, acumuladas durante a gestação, começam a diminuir. O leite materno, embora excelente, não contém ferro em quantidade suficiente para suprir as crescentes necessidades do bebê, tornando a suplementação e a introdução de alimentos ricos em ferro essenciais.
A deficiência de vitamina A pode levar a problemas visuais graves, incluindo cegueira noturna e xeroftalmia, além de comprometer a função imunológica, aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias e diarreicas, e elevando o risco de mortalidade infantil.
O Guia Alimentar do Ministério da Saúde oferece orientações baseadas em evidências para uma alimentação saudável nos primeiros dois anos de vida, promovendo o aleitamento materno, a introdução alimentar complementar adequada e a prevenção de deficiências nutricionais, contribuindo para o desenvolvimento saudável das crianças.
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