IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, a suplementação profilática de ferro em crianças é indicada para:
Ministério da Saúde: Suplementação de ferro para TODAS as crianças de 6 a 24 meses (1mg/kg/dia).
A suplementação universal de ferro dos 6 aos 24 meses, independentemente da dieta, é uma estratégia de saúde pública para combater a alta prevalência de anemia ferropriva no Brasil.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo e um sério problema de saúde pública no Brasil, afetando o desenvolvimento cognitivo e imunológico das crianças. O Ministério da Saúde adota uma postura de suplementação universal para a faixa etária de maior risco (6-24 meses) para garantir a cobertura de toda a população infantil. É importante notar que existem diferenças entre as recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Enquanto o MS foca na suplementação universal a partir dos 6 meses, a SBP recomenda iniciar aos 3 meses para crianças nascidas a termo e com peso adequado, mantendo até os 24 meses. Na prática clínica e em provas, deve-se atentar a qual diretriz o enunciado se refere.
O Ministério da Saúde do Brasil recomenda, através do Programa Nacional de Suplementação de Ferro, que todas as crianças de 6 a 24 meses de idade recebam suplementação profilática de ferro elementar. A dose recomendada é de 1 mg de ferro elementar por quilo de peso ao dia, independentemente do tipo de alimentação que a criança recebe (seja leite materno ou fórmula).
Crianças nascidas pré-termo (menos de 37 semanas) ou com baixo peso (menos de 2.500g) têm reservas de ferro menores. Para elas, a suplementação deve começar mais cedo, geralmente aos 30 dias de vida, com doses que variam de 2 a 4 mg/kg/dia de ferro elementar durante o primeiro ano, seguindo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A fase de 6 a 24 meses é de crescimento cerebral e físico acelerado, gerando uma demanda de ferro muito alta que dificilmente é suprida apenas pela dieta convencional de transição. A anemia ferropriva nessa fase pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento neuropsicomotor, justificando a estratégia de suplementação universal como medida preventiva de massa.
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