IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
O leite materno é o melhor alimento a ser oferecido aos recém-nascidos e lactentes. Entretanto, há algumas situações em que a alimentação precisa ser reavaliada e que justificam a suplementação do leite materno. Com relação ao assunto, considere as seguintes situações: I - Crianças que mamam de 8 a 12 vezes nas 24 horas ll - Crianças que ainda acordam à noite após os 2 meses lll - Crianças que apresentam inquietação, mão na boca, sons de suspiro após 2 a 4 horas depois de serem amamentadas IV- Crianças que não ganham peso adequado para a idade, apesar de todas as medidas preventivas e terapêuticas adotadas.Há necessidade de suplementar o leite materno em:
Suplementação de leite materno é indicada para ganho de peso inadequado APÓS otimização da amamentação.
A suplementação do leite materno deve ser considerada apenas em situações específicas e após esgotadas todas as medidas para otimizar a amamentação exclusiva. O ganho de peso inadequado, apesar de uma amamentação bem conduzida, é a principal indicação, pois reflete uma ingestão calórica insuficiente para o crescimento e desenvolvimento do lactente.
O leite materno é o alimento ideal para o lactente, fornecendo todos os nutrientes e anticorpos necessários para seu crescimento e desenvolvimento saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementado até os dois anos ou mais. No entanto, existem situações clínicas específicas em que a suplementação pode ser necessária para garantir a saúde do bebê. É crucial que os profissionais de saúde saibam diferenciar os comportamentos normais do lactente, como mamadas frequentes ou acordar à noite, de sinais reais de ingestão insuficiente de leite. A decisão de suplementar nunca deve ser tomada de forma precipitada. Primeiramente, deve-se realizar uma avaliação completa da amamentação, incluindo a observação da mamada, a pega, a posição, a frequência e a duração, e corrigir quaisquer problemas identificados. A principal indicação para a suplementação é o ganho de peso inadequado persistente, mesmo após todas as intervenções para otimizar a amamentação. Outras indicações incluem hipoglicemia refratária, desidratação grave, ou condições maternas que impossibilitem a amamentação. A suplementação, quando necessária, deve ser feita com o menor volume possível e preferencialmente com leite humano ordenhado ou fórmula infantil, sempre com o objetivo de proteger e, se possível, restabelecer a amamentação exclusiva.
Sinais de que o bebê está recebendo leite suficiente incluem: ganho de peso adequado, 6 a 8 fraldas molhadas por dia, fezes amareladas e pastosas, e o bebê parece satisfeito e alerta após as mamadas. O número de mamadas e o tempo de sono variam individualmente.
A suplementação é justificada em situações como ganho de peso inadequado persistente (apesar da otimização da amamentação), hipoglicemia refratária, desidratação grave, algumas condições metabólicas do bebê, ou condições maternas que impeçam a produção suficiente de leite.
Antes da suplementação, deve-se avaliar e corrigir a pega e a posição do bebê, a frequência e duração das mamadas, e a técnica de amamentação. É importante também verificar a saúde da mãe e do bebê, e oferecer apoio e orientação contínuos à lactante.
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