SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
As reservas de ferro da criança que recebe com exclusividade o leite materno, nos seis primeiros meses de idade, atendem às necessidades fisiológicas, não necessitando de qualquer forma de complementação nem de introdução de alimentos sólidos. De acordo com o Programa Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério da Saúde, recomenda-se suplementação profilática de ferro para crianças de 6 a:
Suplementação profilática de ferro em crianças: 6 a 24 meses, conforme MS.
O leite materno é suficiente para as necessidades de ferro nos primeiros 6 meses de vida. Após essa idade, as reservas de ferro diminuem e a introdução alimentar nem sempre supre a demanda, tornando a suplementação profilática essencial para prevenir a anemia ferropriva, uma condição comum e com impactos negativos no desenvolvimento infantil.
A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais comum no mundo, afetando significativamente a saúde e o desenvolvimento infantil. No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF), estabelece diretrizes para a prevenção dessa condição. É amplamente reconhecido que o aleitamento materno exclusivo é suficiente para suprir as necessidades de ferro do lactente nos primeiros seis meses de vida, devido à alta biodisponibilidade do ferro presente no leite materno e às reservas fetais. No entanto, a partir dos seis meses de idade, as reservas de ferro do bebê começam a se esgotar, e a introdução alimentar, por si só, muitas vezes não é capaz de suprir a demanda crescente de ferro para o rápido crescimento e desenvolvimento. Por essa razão, a suplementação profilática de ferro torna-se uma estratégia crucial. O PNSF recomenda a suplementação de ferro para todas as crianças nascidas a termo e com peso adequado, a partir dos 6 meses de idade. A recomendação do Ministério da Saúde é que a suplementação profilática de ferro seja mantida para crianças de 6 a 24 meses de idade. Essa medida visa garantir níveis adequados de ferro, prevenindo a anemia ferropriva e seus impactos negativos no desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e imunológico da criança. É fundamental que os profissionais de saúde orientem os pais sobre a importância dessa suplementação e a forma correta de administrá-la.
Após os 6 meses, as reservas de ferro adquiridas no período fetal começam a se esgotar, e a quantidade de ferro no leite materno e na alimentação complementar pode não ser suficiente para atender às crescentes necessidades de crescimento e desenvolvimento da criança, aumentando o risco de anemia ferropriva.
A anemia ferropriva na infância pode ter impactos negativos irreversíveis no desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e imunológico da criança, além de causar fadiga e diminuição da capacidade de aprendizado. A suplementação profilática visa evitar essas consequências.
O PNSF do Ministério da Saúde recomenda a suplementação profilática de ferro para todas as crianças nascidas a termo, com peso adequado, a partir dos 6 meses até os 24 meses de idade, com doses específicas para cada faixa etária e condição de risco.
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