FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Lactente de 3 meses, nascido de parto normal, pré-termo de 33 semanas e peso ao nascimento de 2.250g comparece a unidade básica de saúde para consulta de puericultura. A mãe refere que o paciente está em aleitamento materno exclusivo e que vem ganhando peso adequadamente. Visando prevenir a deficiência de ferro, qual a recomendação preconizada para esse paciente?
Prematuro em AME: Fe elementar 2mg/kg/dia do 1º ao 12º mês, depois 1mg/kg/dia até o 24º mês.
Lactentes pré-termos, especialmente aqueles em aleitamento materno exclusivo, têm maior risco de deficiência de ferro devido às menores reservas ao nascimento e ao rápido crescimento. A recomendação padrão para prevenir a anemia ferropriva é iniciar a suplementação com ferro elementar a partir do primeiro mês de vida, com doses e duração específicas que se estendem até os 24 meses, adaptando-se às necessidades do desenvolvimento.
A deficiência de ferro e a anemia ferropriva são problemas de saúde pública significativos em crianças, especialmente em lactentes. Os lactentes pré-termos são particularmente vulneráveis devido a fatores como menores estoques de ferro ao nascimento (a maior parte da transferência placentária de ferro ocorre no terceiro trimestre), rápido crescimento pós-natal e, muitas vezes, aleitamento materno exclusivo, que, embora seja a melhor fonte de nutrição, não supre totalmente as necessidades elevadas de ferro desses bebês. A profilaxia da deficiência de ferro em prematuros é uma medida crucial na puericultura. As diretrizes atuais preconizam a suplementação com ferro elementar. Para lactentes nascidos prematuros, a recomendação é iniciar a suplementação a partir do 1º mês de vida, com uma dose de 2 mg de ferro elementar/kg/dia. Essa dose deve ser mantida até o 12º mês de vida. Após o primeiro ano, a dose é geralmente reduzida para 1 mg de ferro elementar/kg/dia, continuando até os 24 meses de vida, para garantir a manutenção dos estoques de ferro e prevenir a anemia. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam a importância e as especificidades dessa suplementação. A adesão correta às doses e à duração é essencial para evitar as consequências negativas da deficiência de ferro no desenvolvimento infantil, que incluem comprometimento cognitivo, motor e imunológico. A orientação aos pais sobre a administração do suplemento e a importância de não interromper o tratamento precocemente são partes integrantes do cuidado pediátrico.
Lactentes pré-termos nascem com menores reservas de ferro devido à interrupção precoce da transferência placentária e têm um rápido crescimento pós-natal, que aumenta a demanda por ferro. O leite materno, embora ideal, não fornece ferro suficiente para suprir essas necessidades aumentadas, tornando a suplementação essencial para prevenir a anemia ferropriva.
Para prematuros, a recomendação geral é iniciar com 2 mg de ferro elementar/kg/dia a partir do 1º mês de vida até o 12º mês. Após o 1º ano, a dose pode ser reduzida para 1 mg de ferro elementar/kg/dia, continuando até os 24 meses de vida, ou conforme avaliação pediátrica individualizada.
A deficiência de ferro em lactentes pode levar à anemia ferropriva, que afeta o desenvolvimento neuropsicomotor, cognitivo e comportamental da criança. Pode também comprometer o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a infecções, e impactar o crescimento físico.
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