MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um carpinteiro de 45 anos apresenta-se ao ambulatório com queixa de dor persistente na face lateral do cotovelo e dificuldade em realizar suas atividades laborais, especialmente ao utilizar chaves de fenda manuais. Durante o exame físico, o médico ortopedista solicita que o paciente mantenha os cotovelos fletidos a 90° junto ao tronco e realize o movimento de girar as palmas das mãos alternadamente para cima (teto) e para baixo (chão). O médico observa que a dor é exacerbada especificamente durante o movimento de supinação resistida. Considerando a análise biomecânica e terminológica do movimento de supinação do antebraço descrito, qual é a correta associação entre o plano de movimento e o seu respectivo eixo?
Para isolar o movimento de pronação/supinação e evitar que o paciente compense com a rotação do ombro, o exame deve ser feito sempre com o cotovelo fletido a 90°.
A compreensão dos planos e eixos de movimento é fundamental para a análise biomecânica e o diagnóstico em ortopedia e reabilitação. A supinação do antebraço é um movimento complexo que envolve a articulação radioulnar proximal e distal, permitindo a rotação da mão. A dor na face lateral do cotovelo, exacerbada pela supinação resistida, é um achado clássico da epicondilite lateral, também conhecida como "cotovelo de tenista", embora comum em diversas profissões que exigem movimentos repetitivos do antebraço. A fisiopatologia da epicondilite lateral envolve microtraumas e degeneração dos tendões dos músculos extensores do punho e supinadores, que se originam no epicôndilo lateral do úmero. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, com testes específicos como a supinação resistida. O tratamento da epicondilite lateral geralmente é conservador, incluindo repouso, fisioterapia, anti-inflamatórios e, em alguns casos, infiltrações. A compreensão da biomecânica do movimento, como a supinação no plano transversal ao redor do eixo longitudinal, é crucial para orientar o tratamento e a reabilitação, visando restaurar a função e prevenir a recorrência da lesão.
O plano é definido pela trajetória do movimento, não pela posição final. Como a mão descreve um arco circular ao redor do eixo do braço, o plano é transversal.
Rotação medial é o termo para o úmero ou fêmur; pronação é o termo específico para a rotação interna do antebraço (rádio sobre ulna).
Na posição anatômica padrão, sim. Ele segue a maior dimensão do segmento corporal.
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