AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
São cuidados específicos na administração de sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia:I. Deve-se manter o sulfato de magnésio durante 24 horas após a resolução da gestação, ou após a última crise convulsiva.II. A concentração do íon magnésio plasmático de 12 mEq/L referencia um reflexo patelar abolido e não parada respiratória.III. Deve-se interromper a infusão do sulfato de magnésio se a creatinina sérica for maior que 1 mg/dL. Quais estão corretos?
Sulfato de magnésio na pré-eclâmpsia → manter por 24h pós-parto/última convulsão.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para profilaxia e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia. Sua administração requer monitorização rigorosa, e a manutenção por 24 horas após a resolução da gestação ou da última crise convulsiva é crucial para prevenir recorrências, sendo um ponto fundamental no manejo.
A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia representam emergências obstétricas que exigem manejo rápido e eficaz para prevenir morbimortalidade materna e fetal. O sulfato de magnésio é a pedra angular na prevenção e tratamento das convulsões eclâmpticas, sendo crucial para a segurança da paciente. A administração do sulfato de magnésio deve seguir protocolos rigorosos. A manutenção da infusão por 24 horas após o parto ou a última crise convulsiva é uma prática padrão, baseada em evidências, para garantir a estabilização da paciente e reduzir o risco de recorrência. A monitorização clínica é mais importante que a dosagem sérica rotineira, focando em reflexos patelares, frequência respiratória e débito urinário. Para residentes, é imperativo conhecer as doses corretas, a via de administração, os sinais de toxicidade e o manejo das complicações. A compreensão de que a creatinina sérica elevada requer ajuste de dose, mas não necessariamente interrupção imediata, e que a abolição do reflexo patelar precede a depressão respiratória, são conhecimentos que salvam vidas e são frequentemente cobrados em provas de residência.
Os sinais de toxicidade incluem a abolição do reflexo patelar (níveis de 8-10 mEq/L), depressão respiratória (níveis de 10-12 mEq/L) e parada cardíaca (níveis > 12 mEq/L). A oligúria também é um sinal de alerta, pois o magnésio é excretado pelos rins.
O antídoto específico para a toxicidade por sulfato de magnésio é o gluconato de cálcio a 10%, administrado lentamente por via intravenosa. Medidas de suporte respiratório também podem ser necessárias em casos de depressão respiratória grave.
O sulfato de magnésio é excretado primariamente pelos rins. Em pacientes com insuficiência renal, a dose deve ser ajustada para evitar acúmulo e toxicidade. A creatinina sérica deve ser monitorada, e doses reduzidas podem ser necessárias se a função renal estiver comprometida.
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