FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Das alternativas abaixo qual apresenta uma intervenção preventiva para paralisia cerebral?
Sulfato de magnésio pré-natal = neuroproteção fetal em risco de parto prematuro, ↓ risco de paralisia cerebral.
O sulfato de magnésio administrado a gestantes com risco de parto prematuro (geralmente antes de 32-34 semanas) tem demonstrado efeito neuroprotetor no feto, reduzindo significativamente o risco de paralisia cerebral, especialmente em casos de prematuridade extrema.
A paralisia cerebral (PC) é um grupo de distúrbios permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, que causam limitação da atividade, atribuídos a distúrbios não progressivos que ocorreram no cérebro fetal ou infantil em desenvolvimento. A prematuridade é um dos principais fatores de risco para a PC. A prevenção da paralisia cerebral é um objetivo importante na obstetrícia e neonatologia. Entre as intervenções preventivas, o sulfato de magnésio administrado à gestante em risco de parto prematuro (geralmente antes de 32-34 semanas de gestação) é uma das poucas com evidência robusta de eficácia na neuroproteção fetal. O mecanismo de ação do sulfato de magnésio na neuroproteção ainda não é completamente elucidado, mas envolve múltiplos efeitos, como estabilização de membranas neuronais, antagonismo de receptores NMDA, vasodilatação cerebral e propriedades antioxidantes. Essa intervenção tem demonstrado reduzir significativamente o risco de paralisia cerebral e disfunção motora grave em recém-nascidos prematuros, sendo uma prática recomendada em diretrizes clínicas.
É indicado para gestantes com risco iminente de parto prematuro, geralmente entre 24 e 32-34 semanas de gestação, para reduzir o risco de paralisia cerebral e disfunção motora grave no recém-nascido.
O mecanismo exato não é totalmente compreendido, mas acredita-se que o sulfato de magnésio atue como um estabilizador de membrana, um antagonista de receptores NMDA, um vasodilatador cerebral e um antioxidante, protegendo o cérebro fetal de lesões isquêmicas e inflamatórias.
Os efeitos adversos mais comuns incluem rubor facial, calor, náuseas, cefaleia, diplopia e tontura. Em doses elevadas, pode causar depressão respiratória, hipotensão e arreflexia, exigindo monitoramento rigoroso.
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