HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2022
Quanto ao uso de sulfato de magnésio em pacientes portadoras de doença hipertensiva específica da gravidez assinale a alternativa correta:
Sulfato de magnésio: usado em pré-eclâmpsia grave/eclampsia. Antídoto para intoxicação é gluconato de cálcio. Monitorar reflexos, FR, diurese.
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para a prevenção e tratamento das convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclampsia. Sua administração requer monitoramento clínico rigoroso para evitar intoxicação, cujos sinais incluem arreflexia e depressão respiratória. O antídoto específico é o gluconato de cálcio.
O sulfato de magnésio é um agente anticonvulsivante e neuroprotetor amplamente utilizado na obstetrícia para o manejo da pré-eclâmpsia grave e eclampsia. Sua principal ação é a estabilização da membrana neuronal, reduzindo a excitabilidade cerebral e prevenindo as convulsões. É considerado a droga de escolha para essa finalidade, superando outros anticonvulsivantes em eficácia e segurança. A administração do sulfato de magnésio requer monitoramento rigoroso para evitar a intoxicação. Os principais parâmetros a serem observados são a frequência respiratória (deve ser mantida acima de 12 incursões por minuto), a presença de reflexos patelares (sua ausência é um sinal precoce de toxicidade) e a diurese (que deve ser adequada, geralmente acima de 25-30 mL/hora, pois o magnésio é excretado pelos rins). A dosagem sérica de magnésio é útil, mas o monitoramento clínico é a base da segurança. Em caso de intoxicação por magnésio, o antídoto específico é o gluconato de cálcio intravenoso, que deve ser administrado prontamente para reverter os efeitos da hipermagnesemia, especialmente a depressão respiratória. A compreensão da farmacologia, indicações, contraindicações e manejo da toxicidade do sulfato de magnésio é essencial para todos os profissionais que atuam na assistência a gestantes com DHEG.
O sulfato de magnésio é indicado para a prevenção e tratamento das convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclampsia, além de ser utilizado para neuroproteção fetal em partos prematuros.
O monitoramento clínico inclui a avaliação da frequência respiratória (deve ser > 12 irpm), presença de reflexos patelares (devem estar presentes) e diurese (deve ser > 25-30 mL/h). A dosagem sérica de magnésio é reservada para casos específicos.
Os principais sintomas são arreflexia patelar, depressão respiratória, sonolência, fraqueza muscular e, em casos graves, parada cardíaca. A oligúria também pode agravar a intoxicação.
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