FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022
Com relação à utilização de sulfato de magnésio em obstetrícia, é correto se afirmar que
Sulfato de magnésio em pré-eclâmpsia/eclâmpsia → manter por 24h pós-parto ou última convulsão.
O sulfato de magnésio é crucial na profilaxia e tratamento da eclâmpsia. Sua administração deve ser mantida por 24 horas após o parto ou a última crise convulsiva para garantir a proteção contínua contra novas convulsões, monitorando sempre os sinais de toxicidade.
O sulfato de magnésio é uma medicação de extrema importância na obstetrícia, principalmente no manejo das síndromes hipertensivas da gestação. Suas principais indicações incluem a profilaxia e o tratamento das convulsões em pacientes com pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia, além de ser utilizado para neuroproteção fetal em gestações com risco de parto prematuro iminente, geralmente antes de 32-34 semanas. A ação anticonvulsivante do sulfato de magnésio ocorre por meio da diminuição da liberação de acetilcolina nas junções neuromusculares e da redução da irritabilidade neuronal central. Durante sua administração, é crucial monitorar a paciente para sinais de toxicidade, que incluem a perda dos reflexos patelares (primeiro sinal), depressão respiratória e, em casos mais graves, parada cardíaca. A frequência respiratória, os reflexos patelares e o débito urinário são parâmetros essenciais para o monitoramento. Em casos de pré-eclâmpsia grave ou eclâmpsia, a terapia com sulfato de magnésio deve ser mantida por 24 horas após o parto ou a última convulsão, mesmo que a paciente não tenha convulsionado, para garantir a profilaxia adequada e reduzir o risco de crises pós-parto. Em situações de insuficiência renal, a dose deve ser ajustada para evitar o acúmulo e a toxicidade. Para neuroproteção fetal, a administração é por um período mais curto, geralmente 4-6 horas antes do parto, visando a proteção do sistema nervoso central do feto.
É indicado para profilaxia e tratamento de convulsões na pré-eclâmpsia grave e eclâmpsia, e para neuroproteção fetal em partos prematuros iminentes.
Os principais parâmetros a serem monitorados são a frequência respiratória (deve ser >12 irpm), a presença de reflexos patelares e o débito urinário (>25-30 mL/h), além do nível sérico de magnésio.
A terapia deve ser mantida por 24 horas após o parto ou a última convulsão, mesmo que a paciente não tenha convulsionado, para garantir a profilaxia adequada.
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