Leptospirose: Entenda a Sufusão Conjuntival

HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020

Enunciado

Sufusão conjuntival é um achado característico da leptospirose e é observada em cerca de 30% dos pacientes. O item com erro é:

Alternativas

  1. A) Costuma ser diagnosticada como uma ""síndrome gripal"", ""virose"" ou outras doenças que ocorrem na mesma época, como dengue ou influenza.
  2. B) É importante notar a existência de alguns sinais e sintomas que podem ajudar a diferenciar a fase precoce da leptospirose de outras causas de doenças febris agudas.
  3. C) Esse sinal aparece no inicio da fase precoce e caracteriza-se por hiperemia e edema da conjuntiva ao longo das fissuras não palpebrais.
  4. D) Com a progressão da doença, os pacientes também podem desenvolver petéquias e hemorragias conjuntivais.

Pérola Clínica

Sufusão conjuntival na leptospirose: hiperemia e edema difusos da conjuntiva, não restritos às fissuras palpebrais.

Resumo-Chave

A sufusão conjuntival é um achado característico da leptospirose, mas a descrição de que se caracteriza por hiperemia e edema 'ao longo das fissuras não palpebrais' está incorreta. A sufusão é uma hiperemia difusa da conjuntiva, sem exsudato, que pode ser acompanhada de edema, e não se restringe a uma área específica.

Contexto Educacional

A leptospirose é uma zoonose bacteriana de distribuição mundial, causada por espiroquetas do gênero Leptospira. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas ou leves, semelhantes a uma síndrome gripal, até quadros graves com disfunção de múltiplos órgãos, como a Síndrome de Weil. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados. A doença é dividida em duas fases: a fase precoce (ou fase anictérica), que dura cerca de 3 a 7 dias, e a fase imune (ou fase tardia), que pode ser anictérica ou ictérica. Na fase precoce, os sintomas são inespecíficos, como febre alta, mialgia intensa (principalmente em panturrilhas), cefaleia, náuseas e vômitos. É nessa fase que a sufusão conjuntival, um sinal patognomônico, pode ser observada. A sufusão conjuntival é caracterizada por hiperemia e edema difusos da conjuntiva, sem exsudato purulento, e não se restringe a uma área específica como as fissuras palpebrais. É um achado importante para o diagnóstico diferencial com outras doenças febris agudas, como dengue ou influenza. Com a progressão da doença, especialmente nas formas graves, podem surgir icterícia, insuficiência renal, hemorragias (incluindo petéquias e hemorragias conjuntivais) e manifestações pulmonares graves.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar a sufusão conjuntival da conjuntivite?

A sufusão conjuntival na leptospirose é caracterizada por hiperemia e edema difusos da conjuntiva, sem exsudato purulento ou prurido significativo. Já a conjuntivite geralmente apresenta secreção (purulenta ou serosa), prurido e, por vezes, sensação de corpo estranho.

Em qual fase da leptospirose a sufusão conjuntival é mais comum?

A sufusão conjuntival é um achado característico da fase precoce (ou fase anictérica) da leptospirose, que geralmente dura de 3 a 7 dias e se manifesta com sintomas inespecíficos como febre, mialgia e cefaleia.

Quais outros sinais e sintomas ajudam a diferenciar a leptospirose de outras síndromes gripais?

Além da sufusão conjuntival, a mialgia intensa (especialmente em panturrilhas), cefaleia retro-orbital, dor abdominal e a história epidemiológica de contato com água ou solo contaminado são importantes para diferenciar a leptospirose de outras síndromes gripais ou arboviroses.

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