HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2022
Sobre a reanimação cardiopulmonar em pediatria, é CORRETO afirmar que:
Succinilcolina em doenças neuromusculares pediátricas → Risco ↑ de hipercalemia e hipertermia maligna.
A succinilcolina, um relaxante muscular despolarizante, deve ser usada com extrema cautela ou evitada em crianças com doenças neuromusculares (ex: distrofia muscular). Nesses pacientes, há um risco aumentado de liberação maciça de potássio, levando à hipercalemia grave e arritmias cardíacas, além de ser um gatilho para hipertermia maligna.
A reanimação cardiopulmonar (RCP) em pediatria exige conhecimento aprofundado não apenas das manobras de suporte de vida, mas também das particularidades farmacológicas e fisiológicas da população pediátrica. A intubação orotraqueal é um procedimento crítico na RCP avançada, e a escolha do relaxante muscular é de suma importância, especialmente em pacientes com comorbidades. A succinilcolina, embora seja um relaxante muscular despolarizante de ação rápida, possui contraindicações específicas em pediatria que devem ser rigorosamente observadas. A fisiopatologia por trás da contraindicação da succinilcolina em doenças neuromusculares reside na alteração da estrutura ou função dos receptores de acetilcolina na junção neuromuscular. Em condições como distrofias musculares, paralisia cerebral ou lesões por denervação, a succinilcolina pode induzir uma liberação maciça de potássio intracelular, resultando em hipercalemia grave e potencialmente fatal. Além disso, a succinilcolina é um conhecido gatilho para hipertermia maligna em indivíduos geneticamente predispostos, uma condição hipermetabólica grave. Portanto, antes de administrar succinilcolina para intubação em uma criança, é imperativo obter um histórico detalhado para identificar qualquer doença neuromuscular subjacente. Na presença de tais condições, relaxantes musculares não despolarizantes, como o rocurônio, são a escolha mais segura. O reconhecimento desses riscos e a escolha adequada da medicação são cruciais para a segurança do paciente e para o sucesso da intubação durante a RCP pediátrica.
Em crianças com doenças neuromusculares, a succinilcolina pode causar uma liberação excessiva de potássio das células musculares, levando a hipercalemia grave e arritmias cardíacas. Além disso, pode desencadear hipertermia maligna em indivíduos geneticamente predispostos.
As alternativas incluem relaxantes musculares não despolarizantes de ação rápida, como rocurônio ou vecurônio, geralmente precedidos por um sedativo/hipnótico como etomidato ou midazolam, para facilitar a intubação.
Os sinais de hipercalemia grave podem incluir alterações eletrocardiográficas como ondas T apiculadas, prolongamento do PR, alargamento do QRS e, em casos extremos, fibrilação ventricular ou assistolia.
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