CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Correlacione, nas alternativas abaixo, o tipo de substância viscoelástica com suas características e indicações na cirurgia de catarata. I - Mais recomendada para expandir e manter o saco capsular durante a implantação da lente intraocular lI - Mais recomendada para uso durante a confecção da capsulorrexe IlI - Mais recomendada para proteção endotelial e das demais estruturas da câmara anterior IV - Apresenta maior risco de aumento da pressão intraocular no pós-operatório caso não seja aspirada adequadamente ao final da cirurgia
Coesivos mantêm espaços e facilitam IOL; Dispersivos protegem o endotélio durante a faco.
Viscoelásticos coesivos possuem alta viscosidade para manter a câmara anterior, enquanto os dispersivos têm baixa tensão superficial para aderir e proteger o endotélio.
O uso de substâncias viscoelásticas (OVDs) revolucionou a cirurgia de catarata moderna. A escolha entre agentes coesivos e dispersivos depende do objetivo cirúrgico: os coesivos são excelentes para manipulação de tecidos e manutenção de volume, enquanto os dispersivos são superiores na proteção tecidual. Frequentemente, utiliza-se a técnica de 'soft-shell', combinando ambos para maximizar a segurança endotelial e a estabilidade da câmara anterior. O conhecimento das propriedades reológicas dessas substâncias é fundamental para o cirurgião oftalmologista prevenir complicações como a descompensação corneana e o glaucoma secundário agudo.
O viscoelástico coesivo, como o hialuronato de sódio de alta concentração, é indicado principalmente para criar e manter espaços profundos na câmara anterior. Sua alta viscosidade e coesividade facilitam manobras como a capsulorrexe e a implantação da lente intraocular (LIO), pois ele tende a se mover como uma massa única, sendo também mais fácil de aspirar completamente ao final da cirurgia.
Os viscoelásticos dispersivos possuem baixa viscosidade e alta adesividade. Eles 'revestem' as estruturas intraoculares, especialmente o endotélio corneano, permanecendo aderidos mesmo sob o fluxo de irrigação da facoemulsificação. Isso cria uma barreira protetora contra o trauma mecânico e a energia ultrassônica, sendo ideais para casos de córneas com baixa contagem celular ou cataratas densas.
Se não forem adequadamente removidos ao final da cirurgia, os viscoelásticos (especialmente os coesivos) podem obstruir mecanicamente a malha trabeculada, impedindo o escoamento do humor aquoso. Isso resulta em picos hipertensivos significativos nas primeiras 24 horas pós-operatórias. Portanto, a aspiração meticulosa é um passo crítico da cirurgia de catarata.
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