IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Paciente submetida a colectomia direita há 7 dias, evolui com drenagem de líquido serossanguinolento em ferida operatória de laparotomia mediana. Ao exame apresenta ferida operatória sem abaulamento, sem deiscência em sutura de pele. Qual é a causa mais provável?
Drenagem serossanguinolenta em FO sem abaulamento/deiscência de pele pós-laparotomia → Eventração.
A eventração é a deiscência das camadas internas da parede abdominal (fáscia e músculos) com a pele intacta, resultando em drenagem de líquido serossanguinolento. Diferencia-se da evisceração pela ausência de exposição das vísceras e do seroma pela presença de deiscência fascial.
A eventração, ou deiscência fascial, é uma complicação pós-operatória grave, caracterizada pela falha na cicatrização da fáscia e dos músculos da parede abdominal, enquanto a pele permanece íntegra. Geralmente ocorre entre o 5º e o 10º dia de pós-operatório. Sua importância clínica reside no risco de progressão para evisceração e na necessidade de reintervenção cirúrgica. O diagnóstico de eventração é suspeitado pela drenagem de líquido serossanguinolento pela ferida operatória, muitas vezes sem sinais inflamatórios evidentes na pele. Ao exame físico, a pele pode estar intacta, mas a palpação cuidadosa pode revelar uma falha na parede abdominal subjacente. A ausência de abaulamento ou deiscência da sutura de pele ajuda a diferenciá-la de uma evisceração franca. O tratamento da eventração é cirúrgico, visando o fechamento da fáscia. É crucial diferenciar de outras complicações como seroma (acúmulo de líquido sem deiscência fascial) ou hematoma (coleção de sangue). A evisceração, por sua vez, é uma emergência cirúrgica onde as vísceras estão expostas. A prevenção envolve técnica cirúrgica adequada e controle de fatores de risco do paciente.
A eventração é a deiscência das camadas internas da parede abdominal (fáscia e músculos) com a pele intacta, enquanto a evisceração é a exteriorização das vísceras abdominais através da ferida operatória, sendo uma emergência cirúrgica.
A eventração é suspeitada quando há drenagem de líquido serossanguinolento pela ferida operatória, sem sinais de infecção local, e o exame físico revela a pele intacta, mas pode-se palpar uma falha na fáscia subjacente.
Fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, desnutrição, anemia, ascite, tosse crônica, vômitos, infecção da ferida, técnica cirúrgica inadequada e doenças que comprometem a cicatrização, como diabetes e uso de corticoides.
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