Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
O acometimento da coluna cervical (C1-C2) na Artrite Reumatoide com subluxação atlantoaxial geralmente manifesta-se por dor irradiada para a região occipital, perda da lordose fisiológica cervical e resistência à movimentação passiva. Podemos CONCORDAR que:
AR + subluxação atlantoaxial: distância odontoide-C1 > 3mm (ou odontoide-arco posterior C1 < 14mm) → risco compressão medular.
Na Artrite Reumatoide, a subluxação atlantoaxial é uma complicação grave da coluna cervical. A radiografia funcional é essencial para o diagnóstico, e uma distância entre o processo odontoide e o arco anterior de C1 maior que 3 mm (ou entre o processo odontoide e o arco posterior de C1 menor que 14 mm) indica instabilidade e aumento do risco de compressão medular.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica autoimune que afeta predominantemente as articulações periféricas, mas também pode acometer a coluna cervical, especialmente as articulações atlantoaxial (C1-C2). O acometimento cervical é uma complicação grave, presente em até 80% dos pacientes com AR de longa duração, e pode levar à instabilidade e subluxação atlantoaxial, com risco de compressão medular e mielopatia. A fisiopatologia envolve a sinovite inflamatória que leva à destruição ligamentar e óssea, resultando em frouxidão e instabilidade das articulações cervicais superiores. A subluxação atlantoaxial é a mais comum, caracterizada pelo deslizamento anterior de C1 sobre C2. Os sintomas incluem dor occipital, rigidez cervical, e sinais neurológicos se houver compressão medular. O diagnóstico é feito pela suspeita clínica e confirmado por exames de imagem. A radiografia de coluna cervical funcional (em flexão e extensão) é a ferramenta diagnóstica inicial e crucial. A medida da distância entre o processo odontoide e o arco anterior de C1 (intervalo atlanto-odontóide) é o principal indicador de instabilidade. Um valor superior a 3 mm em adultos é patológico e indica risco de compressão medular. Outras medidas, como a distância entre o processo odontoide e o arco posterior de C1 menor que 14 mm, também sinalizam risco. Em casos de instabilidade significativa ou sintomas neurológicos, a ressonância magnética é indicada para avaliar a compressão medular. O manejo pode variar de conservador a cirúrgico, dependendo do grau de instabilidade e da presença de mielopatia.
O acometimento da coluna cervical na Artrite Reumatoide, especialmente a subluxação atlantoaxial, manifesta-se por dor irradiada para a região occipital, rigidez cervical, perda da lordose fisiológica, resistência à movimentação passiva e, em casos avançados, sinais de compressão medular como parestesias e fraqueza.
A radiografia funcional (em flexão e extensão) permite avaliar a instabilidade dinâmica da coluna cervical. Na subluxação atlantoaxial, a distância entre o processo odontoide e o arco anterior de C1 (intervalo atlanto-odontóide) é o principal parâmetro, sendo considerada anormal se maior que 3 mm em adultos.
Uma distância entre o processo odontoide e o arco anterior de C1 maior que 3 mm (ou entre o processo odontoide e o arco posterior de C1 abaixo de 14 mm) indica instabilidade atlantoaxial e um aumento significativo do risco de compressão medular, exigindo avaliação e manejo especializados.
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