CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Paciente refere que, após trocar seus óculos com nova prescrição de lente positiva para perto, precisa afastá-los do rosto para ver o celular. Isso ocorre, provavelmente, devido a:
Afastar o objeto com óculos novos de perto = Subcorreção (falta grau positivo).
Se o paciente precisa afastar o objeto para ver nitidamente com lentes positivas, o foco está sendo formado atrás da retina, indicando que a adição de poder positivo foi insuficiente.
Na prática refrativa, a queixa de 'preciso esticar o braço' é o sintoma patognomônico da presbiopia não corrigida ou subcorrigida. Com o envelhecimento, o cristalino perde a capacidade de aumentar seu poder dióptrico para focar objetos próximos. A lente positiva externa atua substituindo essa perda. Se a lente prescrita ainda deixa o sistema com poder refrativo insuficiente para a distância de leitura desejada (geralmente 33-40 cm), o paciente compensa aumentando a distância do objeto, o que exige menos esforço refrativo do olho. O ajuste fino da adição é essencial para evitar astenopia e insatisfação com os novos óculos.
Lentes positivas convergem a luz. Se há pouco grau (subcorreção), a convergência é insuficiente e o foco cai atrás da retina. Ao afastar o objeto, os raios chegam menos divergentes ao olho, permitindo que o sistema óptico limitado consiga focar a imagem na retina.
Na supercorreção (excesso de grau positivo), o ponto focal é trazido para muito perto do olho. O paciente teria que aproximar o celular excessivamente para ver nitidamente, e a imagem ficaria embaçada ao ser afastada para a distância de leitura normal.
A adição deve ser personalizada baseada na distância de trabalho habitual do paciente e na sua amplitude de acomodação residual. A regra geral é prescrever o menor poder positivo que proporcione conforto, mantendo cerca de metade da reserva acomodativa do paciente livre.
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