Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Em caso de necessidade de tratamento imunossupressor em regime hospitalar de criança em idade escolar proveniente de região sócio economicamente desfavorável preconiza-se, o tratamento prévio para:
Imunossupressão em área endêmica → tratar Strongyloides stercoralis previamente para evitar hiperinfecção.
Em crianças de regiões desfavoráveis que necessitarão de imunossupressão, é crucial o tratamento prévio para Strongyloides stercoralis. A imunossupressão pode desencadear a síndrome de hiperinfecção por Strongyloides, uma condição grave e potencialmente fatal, devido à capacidade de autoinfecção do parasita.
A imunossupressão, seja por doenças crônicas, quimioterapia ou transplantes, aumenta significativamente o risco de infecções oportunistas. Em crianças provenientes de regiões socioeconomicamente desfavoráveis, a prevalência de parasitoses intestinais é alta, e algumas delas representam um risco particular quando o sistema imune é comprometido. Este é um tópico de grande relevância para residentes de pediatria e infectologia. Entre as parasitoses, a infecção por Strongyloides stercoralis merece atenção especial. Diferente de outros helmintos, o Strongyloides possui um ciclo de vida que permite a autoinfecção, ou seja, as larvas podem se desenvolver no hospedeiro e iniciar um novo ciclo sem sair do corpo. Em um paciente imunocompetente, essa autoinfecção é geralmente controlada. No entanto, em um paciente imunossuprimido, a capacidade de controle é perdida, levando à síndrome de hiperinfecção ou à estrongiloidíase disseminada. A síndrome de hiperinfecção é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela migração massiva de larvas para diversos órgãos, incluindo pulmões, sistema nervoso central e trato gastrointestinal, com alta mortalidade. Portanto, o rastreamento e o tratamento prévio de Strongyloides stercoralis com ivermectina são mandatórios antes de iniciar qualquer regime imunossupressor em pacientes de risco, mesmo que assintomáticos, para prevenir essa complicação devastadora. A negligência dessa medida profilática pode ter consequências catastróficas para o paciente.
É crucial tratar Strongyloides stercoralis antes da imunossupressão devido ao risco de síndrome de hiperinfecção. Este parasita tem a capacidade de autoinfecção, e a supressão do sistema imune pode levar a uma proliferação descontrolada das larvas, resultando em doença disseminada grave e potencialmente fatal.
A síndrome de hiperinfecção por Strongyloides pode apresentar sintomas gastrointestinais graves (dor abdominal, diarreia, vômitos), pulmonares (tosse, dispneia, infiltrados), cutâneos (rash serpiginoso) e neurológicos (meningite). É uma condição multissistêmica com alta mortalidade.
O tratamento de escolha para Strongyloides stercoralis é a ivermectina, que é altamente eficaz. Em casos de contraindicação ou indisponibilidade, o albendazol pode ser uma alternativa, embora com menor eficácia em algumas situações. O tratamento deve ser feito antes do início da imunossupressão.
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