UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021
Qual dos parasitas relacionados abaixo apresentam como sintomas predominantes: diarreia, tosse, sibilo, dor abdominal – de predomínio epigástrico, erupção cutânea e perda de peso?
Strongyloides → Diarreia + Tosse/Sibilo + Dor epigástrica + Erupção cutânea (larva migrans).
A combinação de sintomas gastrointestinais (diarreia, dor epigástrica), pulmonares (tosse, sibilo) e cutâneos (erupção) é altamente sugestiva de estrongiloidíase, devido ao ciclo de vida complexo do parasita que envolve migração pulmonar e autoinfecção.
A estrongiloidíase, causada pelo nematódeo Strongyloides stercoralis, é uma parasitose intestinal com ampla distribuição geográfica, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Sua particularidade reside na capacidade de autoinfecção, que permite a persistência da infecção por décadas e o desenvolvimento de síndromes graves em imunocomprometidos. As manifestações clínicas são variadas e dependem da fase da infecção. Na fase de penetração cutânea, pode ocorrer larva migrans. Durante a migração pulmonar, sintomas como tosse, sibilo e dispneia (Síndrome de Loeffler) são comuns. Na fase intestinal, diarreia crônica, dor abdominal epigástrica e perda de peso são predominantes. O diagnóstico é desafiador devido à baixa e intermitente eliminação de larvas nas fezes. O tratamento de escolha é ivermectina, com albendazol como alternativa. É crucial o rastreamento e tratamento em pacientes imunocomprometidos ou que serão submetidos à imunossupressão, devido ao risco de síndrome de hiperinfecção.
O Strongyloides stercoralis tem um ciclo de vida complexo que inclui penetração cutânea (larva migrans), migração pulmonar (tosse, sibilo) e estabelecimento intestinal (diarreia, dor epigástrica), além da capacidade de autoinofecção, explicando a cronicidade e a diversidade de sintomas.
O diagnóstico é feito pela pesquisa de larvas rabditoides nas fezes (métodos de Baermann ou Rugai), cultura em ágar, ou por sorologia (ELISA) para detecção de anticorpos. Em casos de hiperinfecção, larvas podem ser encontradas em escarro ou lavado broncoalveolar.
A autoinfecção permite que o parasita complete seu ciclo dentro do hospedeiro sem sair para o ambiente externo, levando a infecções crônicas e, em imunocomprometidos, à síndrome de hiperinfecção, uma condição grave e potencialmente fatal.
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