HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Uma G2P1 de 24 anos se apresenta com 36 semanas de gestação em trabalho de parto ativo. Sua cultura de Streptococos do Grupo B não está disponível. Qual das seguintes opções representa o tratamento mais apropriado neste cenário?
GBS status desconhecido + trabalho de parto ativo < 37 semanas ou ruptura de membranas > 18h ou febre intraparto → Quimioprofilaxia empírica GBS.
Em gestantes com status de GBS desconhecido que entram em trabalho de parto ativo, especialmente se houver fatores de risco adicionais (como idade gestacional < 37 semanas, ruptura de membranas > 18 horas ou febre intraparto), a quimioprofilaxia antibiótica empírica é indicada para prevenir a infecção neonatal por GBS.
O Streptococos do Grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria que pode colonizar o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres, sendo a principal causa de sepse e meningite neonatal precoce. O rastreamento de GBS é recomendado entre 35 e 37 semanas de gestação para identificar gestantes colonizadas e administrar quimioprofilaxia intraparto, reduzindo significativamente o risco de transmissão vertical para o recém-nascido. Quando o status de GBS da gestante é desconhecido no momento do trabalho de parto, a decisão de iniciar a quimioprofilaxia antibiótica empírica baseia-se na presença de fatores de risco. Estes incluem trabalho de parto antes de 37 semanas, ruptura de membranas por 18 horas ou mais, ou febre intraparto (temperatura ≥ 38°C). A paciente do enunciado, com 36 semanas e em trabalho de parto ativo, se enquadra no critério de prematuridade, justificando a profilaxia. A quimioprofilaxia intraparto consiste na administração de antibióticos intravenosos, sendo a penicilina G a escolha primária. A ampicilina é uma alternativa aceitável. O objetivo é atingir níveis terapêuticos no sangue materno e, consequentemente, no líquido amniótico, para erradicar o GBS no canal de parto e prevenir a exposição do neonato. A não realização da profilaxia em casos indicados pode resultar em infecções neonatais graves, com alta morbimortalidade.
Os fatores de risco incluem trabalho de parto prematuro (<37 semanas), ruptura prolongada de membranas (>18 horas), febre intraparto (≥38°C), cultura GBS positiva na gravidez atual (mesmo que o status seja desconhecido no momento do parto), ou história de filho anterior com doença invasiva por GBS.
A penicilina G intravenosa é o antibiótico de primeira linha para a quimioprofilaxia de GBS. Em caso de alergia à penicilina, a ampicilina é uma alternativa. Para pacientes com alergia grave à penicilina, cefazolina, clindamicina ou vancomicina podem ser utilizadas, dependendo do perfil de sensibilidade.
O tempo necessário para obter o resultado da cultura (geralmente 24-48 horas) é incompatível com a urgência do trabalho de parto. A profilaxia deve ser iniciada prontamente para ser eficaz na prevenção da transmissão vertical do GBS ao recém-nascido, que pode ocorrer rapidamente durante o parto.
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