AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Diversas considerações importantes influenciam a tomada de decisão sobre o uso empírico apropriado de agentes antibacterianos em lactentes e crianças. É importante conhecer o diagnóstico diferencial para a idade em relação a possíveis patógenos. Essa informação afeta a escolha do agente antimicrobiano e a urgência de sua administração. Com base nestas considerações responda as próximas duas questões. O agente bacteriano responsável pelo maior número de casos de bacteremia, pneumonia bacteriana, otite média e meningite bacteriana em crianças é:
S. pneumoniae = principal causa de OMA, pneumonia e meningite bacteriana em crianças.
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) permanece como o principal agente etiológico de infecções respiratórias e invasivas na pediatria, apesar da redução de sorotipos vacinais.
O conhecimento dos principais patógenos por faixa etária é crucial para a escolha da antibioticoterapia empírica. Em lactentes e crianças, o Streptococcus pneumoniae domina o cenário das infecções de vias aéreas inferiores e complicações supurativas. A resistência à penicilina, mediada por alteração nas proteínas de ligação à penicilina (PBPs), é uma preocupação crescente que exige vigilância epidemiológica constante e ajuste de doses em protocolos clínicos.
O Streptococcus pneumoniae é uma bactéria Gram-positiva que coloniza a nasofaringe e é a principal responsável por uma vasta gama de doenças em crianças, desde infecções comuns como a otite média aguda (OMA) e sinusite, até quadros graves e invasivos como pneumonia lobar, bacteremia e meningite bacteriana. Mesmo com a introdução das vacinas pneumocócicas conjugadas (PCV10 e PCV13), ele continua sendo o patógeno mais isolado nessas condições devido à emergência de sorotipos não vacinais e sua alta virulência.
A introdução das vacinas conjugadas reduziu drasticamente a incidência de doença pneumocócica invasiva causada pelos sorotipos contidos nas vacinas. No entanto, observou-se o fenômeno de substituição de sorotipos, onde cepas não incluídas na vacina (como o sorotipo 19A em locais que usam apenas a PCV10) passaram a causar mais doenças. Ainda assim, o S. pneumoniae mantém sua posição como líder nas estatísticas de infecções bacterianas comunitárias na infância.
Sua patogenicidade deve-se principalmente à sua cápsula polissacarídica, que impede a fagocitose, e à produção de pneumolisina, uma toxina que danifica os tecidos do hospedeiro. A capacidade de aderência às células epiteliais da nasofaringe facilita a disseminação por contiguidade para o ouvido médio e pulmões, ou a invasão da corrente sanguínea, permitindo o acesso ao sistema nervoso central.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo