HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
De acordo com as diretrizes atuais da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a pesquisa vaginal e retal materna de Streptococcus do grupo B deve ser realizada durante o pré-natal:
Rastreamento GBS (vaginal/retal) → 35-37 semanas para TODAS as gestantes (FEBRASGO).
As diretrizes da FEBRASGO recomendam o rastreamento universal para Streptococcus do grupo B (GBS) em todas as gestantes, através de swab vaginal e retal, entre 35 e 37 semanas de gestação. Essa medida é crucial para identificar portadoras e instituir a profilaxia intraparto, prevenindo a infecção neonatal precoce por GBS.
O Streptococcus do grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum que pode colonizar o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres assintomáticas. Embora geralmente inofensivo para a mãe, pode ser transmitido ao recém-nascido durante o parto, causando infecções graves como sepse, pneumonia e meningite neonatal precoce, com alta morbimortalidade. Por essa razão, o rastreamento e a profilaxia são de extrema importância na obstetrícia. As diretrizes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam o rastreamento universal de GBS para todas as gestantes, através da coleta de swab vaginal e retal. O período ideal para essa coleta é entre 35 e 37 semanas de gestação, pois o resultado obtido nesse intervalo é o mais preditivo do estado de colonização materna no momento do parto. A cultura é o método padrão-ouro para o diagnóstico. Gestantes com cultura positiva para GBS devem receber antibioticoterapia intraparto (profilaxia) com penicilina cristalina ou ampicilina, administrada pelo menos 4 horas antes do parto, para reduzir a carga bacteriana e o risco de transmissão vertical. Em casos de alergia à penicilina, outras opções como cefazolina, clindamicina ou vancomicina podem ser utilizadas, dependendo do perfil de sensibilidade. A profilaxia é uma medida eficaz para prevenir a doença neonatal precoce por GBS.
Esse período é ideal porque a colonização por GBS pode ser intermitente, e o resultado obtido nesse intervalo é mais preditivo do estado de colonização materna no momento do parto, otimizando a eficácia da profilaxia.
A profilaxia intraparto com antibióticos (geralmente penicilina) reduz significativamente o risco de transmissão vertical do GBS para o recém-nascido, prevenindo a sepse neonatal precoce, pneumonia e meningite.
Além da colonização materna, fatores como rotura prematura de membranas prolongada (>18h), febre intraparto, parto prematuro (<37 semanas) e história de filho anterior com doença por GBS aumentam o risco.
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