GBS Positivo na Gravidez: Conduta e Profilaxia Intraparto

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024

Enunciado

Grávida de 36 semanas e 4 dias, com exames do terceiro trimestre solicitados na sua última consulta de 35 semanas. Aflita com o resultado positivo para Streptococcus beta-hemolítico do grupo B no swab anal e vaginal. Leu no Google que é a principal causa de Sepse e Meningite no recém-nascido. Qual a conduta adequada neste caso?

Alternativas

  1. A) Fazer Penicilina G Cristalina 5 milhões de ataque e 2,5 milhões de 04h em 4h de imediato.
  2. B) Fazer Penicilina G Cristalina ou Ampicilina como profilaxia apenas quando entrar em trabalho de parto.
  3. C) Fazer Ampicilina 02g EV de ataque e 01g de 4h em 4h até ao nascimento.
  4. D) Fazer Amoxicilina com Clavulanato de imediato e manter até o parto.

Pérola Clínica

GBS positivo em gestante: profilaxia com Penicilina G ou Ampicilina APENAS no trabalho de parto para prevenir sepse neonatal.

Resumo-Chave

A colonização por Streptococcus beta-hemolítico do grupo B (GBS) no trato geniturinário de gestantes é comum e não requer tratamento antes do trabalho de parto. A profilaxia antibiótica intraparto (PAI) é crucial para prevenir a transmissão vertical e a sepse neonatal precoce, sendo Penicilina G ou Ampicilina as escolhas de primeira linha.

Contexto Educacional

O Streptococcus beta-hemolítico do grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma bactéria comum que pode colonizar o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres assintomáticas. Embora geralmente inofensiva para a mãe, a colonização por GBS durante a gravidez é a principal causa de sepse e meningite neonatal precoce, com alta morbimortalidade. Por isso, o rastreamento e a profilaxia são cruciais na assistência pré-natal. O rastreamento de GBS é realizado entre 35 e 37 semanas de gestação, através de cultura de swab vaginal e retal. Em caso de resultado positivo, a conduta adequada é a profilaxia antibiótica intraparto (PAI). O objetivo da PAI é reduzir a carga bacteriana no canal de parto no momento do nascimento, minimizando o risco de transmissão vertical para o recém-nascido. A PAI deve ser iniciada apenas quando a gestante entra em trabalho de parto ou em caso de ruptura prematura de membranas. Os antibióticos de escolha são a Penicilina G Cristalina ou a Ampicilina, administrados por via intravenosa. O tratamento antes do trabalho de parto não é recomendado, pois não é eficaz na prevenção da transmissão neonatal e pode levar à resistência bacteriana. A PAI é uma medida eficaz que reduziu drasticamente a incidência de doença neonatal precoce por GBS.

Perguntas Frequentes

Quando e como é feito o rastreamento para GBS na gestação?

O rastreamento para GBS é recomendado entre 35 e 37 semanas de gestação, através de swab vaginal e retal. O objetivo é identificar gestantes colonizadas que necessitarão de profilaxia antibiótica intraparto.

Qual a importância da profilaxia intraparto para GBS?

A profilaxia antibiótica intraparto (PAI) é fundamental para reduzir o risco de transmissão vertical do GBS da mãe para o recém-nascido, prevenindo a sepse neonatal precoce, que pode ser grave e fatal.

Quais antibióticos são recomendados para a profilaxia intraparto de GBS?

Os antibióticos de primeira escolha para a PAI são a Penicilina G Cristalina ou a Ampicilina, administrados intravenosamente a cada 4 horas a partir do início do trabalho de parto ou da ruptura de membranas, até o nascimento.

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