Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2021
Na realidade do Brasil, o stent convencional metálico ainda é utilizado principalmente em serviços públicos. O item errado nesse contexto é o item:
Stents farmacológicos de nova geração → ↓ risco de trombose tardia/muito tardia devido a drogas e materiais aprimorados.
As novas gerações de stents farmacológicos foram desenvolvidas para superar as limitações dos stents de primeira geração, principalmente reduzindo as taxas de trombose tardia e muito tardia, devido a melhorias nas plataformas, polímeros e drogas antiproliferativas.
A intervenção coronariana percutânea (ICP) com implante de stent é um pilar no tratamento da doença arterial coronariana. Inicialmente, os stents convencionais metálicos (BMS) foram amplamente utilizados, mas apresentavam o desafio da reestenose intra-stent devido à hiperplasia neointimal. Isso levou ao desenvolvimento dos stents farmacológicos (DES). Os stents farmacológicos de primeira geração, embora eficazes na redução da reestenose, levantaram preocupações sobre o risco de trombose tardia e muito tardia, devido à cicatrização incompleta e inflamação crônica associada aos polímeros e drogas. Isso exigiu períodos prolongados de dupla antiagregação plaquetária (DAPT). A evolução para stents farmacológicos de segunda, terceira e quarta geração trouxe avanços significativos. Essas novas gerações incorporam polímeros mais biocompatíveis ou biodegradáveis, hastes mais finas e drogas antiproliferativas mais seguras e eficazes. O objetivo dessas inovações é justamente reduzir a inflamação, promover uma cicatrização mais rápida e completa, e, consequentemente, diminuir o risco de trombose tardia e muito tardia, ao mesmo tempo em que mantêm a eficácia na prevenção da reestenose. Portanto, a afirmação de que o risco de trombose tardia aumentou com a modernização é incorreta.
Stents convencionais são apenas metálicos, enquanto os farmacológicos liberam drogas antiproliferativas que reduzem a hiperplasia intimal e a reestenose, mas exigem maior tempo de dupla antiagregação.
A trombose de stent é uma complicação grave porque pode levar à oclusão aguda do vaso coronariano, resultando em infarto agudo do miocárdio e morte, apesar de ser uma ocorrência rara.
Os stents de nova geração apresentam polímeros mais biocompatíveis, hastes mais finas e drogas mais eficazes, resultando em menor inflamação, cicatrização mais rápida e, consequentemente, menor risco de trombose tardia e reestenose.
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