HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Uma mulher branca de 61 anos apresentou um teste ergométrico positivo solicitado para uma avaliação pré-operatória de uma artroplastia eletiva de joelho. Foi indicada previamente ao procedimento de angioplastia de artéria descendente anterior com implante de stent farmacológico de última geração. Aproximadamente 6 semanas depois, o ortopedista que havia solicitado a avaliação clínica do risco cirúrgico pergunta como proceder com relação à terapêutica antiplaquetária. Suas recomendações incluem:
Cirurgia eletiva pós-stent farmacológico → adiar por 12 meses para completar DAPT e reduzir risco trombótico.
A interrupção precoce da terapia antiplaquetária dupla (DAPT) após o implante de stent farmacológico aumenta significativamente o risco de trombose do stent, uma complicação grave e potencialmente fatal. As diretrizes atuais recomendam um período mínimo de 12 meses de DAPT para stents farmacológicos de última geração antes de cirurgias eletivas, para permitir a endotelização completa do stent e minimizar esse risco.
O manejo perioperatório de pacientes com doença arterial coronariana que receberam stents farmacológicos é um desafio clínico significativo, especialmente em cirurgias eletivas. A terapia antiplaquetária dupla (DAPT), geralmente composta por aspirina e um inibidor P2Y12 (como clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor), é essencial para prevenir a trombose do stent, uma complicação catastrófica. No entanto, a DAPT aumenta o risco de sangramento durante e após procedimentos cirúrgicos. Para stents farmacológicos de última geração, as diretrizes atuais recomendam um período mínimo de 12 meses de DAPT para permitir a endotelização completa do stent e minimizar o risco de trombose. A interrupção prematura da DAPT antes desse período, especialmente para cirurgias eletivas, é fortemente desencorajada devido ao alto risco de eventos cardiovasculares adversos maiores. Portanto, o adiamento da cirurgia eletiva até que o período de DAPT seja completado é a conduta mais segura e recomendada. Residentes devem estar cientes da importância de uma avaliação de risco-benefício cuidadosa ao planejar cirurgias em pacientes com stents coronarianos. A comunicação entre cardiologistas, cirurgiões e anestesiologistas é fundamental. Em situações onde a cirurgia não pode ser adiada, estratégias como a ponte com agentes de ação curta ou a manutenção da DAPT com monitoramento rigoroso devem ser consideradas, sempre priorizando a segurança do paciente e minimizando os riscos de trombose do stent e sangramento.
Para pacientes com stent farmacológico de última geração, as diretrizes atuais recomendam um período mínimo de 12 meses de terapia antiplaquetária dupla (DAPT) antes de realizar cirurgias eletivas. Isso é crucial para permitir a endotelização completa do stent e reduzir o risco de trombose.
A interrupção precoce da DAPT, especialmente nos primeiros 12 meses após o implante de stent farmacológico, expõe o paciente a um risco elevado de trombose do stent. Esta complicação é grave, podendo resultar em infarto agudo do miocárdio, arritmias malignas e morte súbita, devido à oclusão abrupta do vaso coronariano.
Em cirurgias de emergência, a decisão de interromper a DAPT deve ser individualizada, pesando o risco de sangramento perioperatório contra o risco de trombose do stent. Nesses casos, a cirurgia pode ser realizada com a DAPT mantida, ou com interrupção mínima e ponte com inibidores de glicoproteína IIb/IIIa, sob monitoramento intensivo em ambiente hospitalar.
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