FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Um pré‑escolar de quatro anos de idade apresenta crise convulsiva tônico‑clônica generalizada na recepção do pronto‑socorro. Foi realizada monitorização dos sinais vitais, administração de O2 e punção venosa periférica. Paciente afebril e com hemoglicoteste normal. A crise não cessou após cinco minutos. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta farmacológica correta para o paciente.
Crise convulsiva > 5 min em criança = Status epilepticus → 1ª linha: Benzodiazepínico (IV/IM/retal/IN).
Em um pré-escolar com crise convulsiva tônico-clônica generalizada que não cessa após cinco minutos, a conduta farmacológica inicial é a administração de um benzodiazepínico. Isso se deve ao fato de que crises prolongadas podem evoluir para status epilepticus, uma emergência neurológica que exige intervenção rápida para prevenir danos cerebrais. Benzodiazepínicos como Diazepam, Midazolam ou Lorazepam são a primeira linha de tratamento.
Crises convulsivas em crianças são uma ocorrência comum na emergência pediátrica. Quando uma crise convulsiva tônico-clônica generalizada se prolonga por mais de cinco minutos, ela é definida como status epilepticus, uma emergência neurológica que exige intervenção imediata para prevenir danos cerebrais e outras complicações sistêmicas. A avaliação inicial deve incluir a monitorização dos sinais vitais, garantia de via aérea pérvia, administração de oxigênio e acesso venoso. Após as medidas de suporte, a conduta farmacológica é crucial. A primeira linha de tratamento para o status epilepticus pediátrico são os benzodiazepínicos. O Diazepam pode ser administrado por via intravenosa ou retal, o Midazolam por via intravenosa, intramuscular ou intranasal, e o Lorazepam por via intravenosa. Esses medicamentos atuam potencializando a ação do GABA, um neurotransmissor inibitório, e são eficazes em interromper a atividade convulsiva rapidamente. É importante descartar causas reversíveis da convulsão, como hipoglicemia, que deve ser prontamente corrigida. Se a crise não ceder após a dose inicial de benzodiazepínico, doses adicionais podem ser administradas, e outras drogas antiepilépticas (como fenitoína ou fenobarbital) devem ser consideradas como segunda linha. Residentes devem dominar o protocolo de manejo do status epilepticus pediátrico para garantir a melhor evolução para esses pacientes.
Uma crise convulsiva em criança é considerada prolongada quando dura mais de 5 minutos, ou quando há duas ou mais crises sem recuperação completa da consciência entre elas. Nesses casos, é classificada como status epilepticus, uma emergência médica que requer intervenção imediata.
A primeira linha de tratamento farmacológico para status epilepticus pediátrico são os benzodiazepínicos. Medicamentos como Diazepam (intravenoso ou retal), Midazolam (intravenoso, intramuscular ou intranasal) ou Lorazepam (intravenoso) são eficazes para interromper a crise rapidamente devido à sua ação GABAérgica.
As condutas iniciais não farmacológicas incluem garantir a segurança do paciente (protegendo-o de lesões), posicioná-lo em decúbito lateral para evitar aspiração, monitorar sinais vitais, administrar oxigênio suplementar e estabelecer acesso venoso. É fundamental verificar a glicemia para descartar hipoglicemia como causa da crise.
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