FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
A condição clínica denominada “status epilepticus” é uma situação emergencial, devendo ser tratada de forma imediata. A definição dessa condição se baseia em:
Status epilepticus = crises contínuas OU sem recuperação consciência entre crises.
O status epilepticus é uma emergência neurológica definida pela ocorrência de crises epilépticas contínuas ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas, exigindo intervenção imediata para prevenir danos cerebrais.
O status epilepticus (SE) é uma condição neurológica grave, caracterizada por atividade epiléptica prolongada ou recorrente, sem recuperação da consciência entre os eventos. É uma emergência médica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para prevenir morbidade e mortalidade significativas. A definição temporal clássica para crises tônico-clônicas é de uma crise com duração superior a 5 minutos ou duas ou mais crises sem recuperação da consciência entre elas. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a excitação e a inibição neuronal, com falha dos mecanismos endógenos de interrupção da crise. A prolongada atividade epiléptica pode levar a danos neuronais irreversíveis devido à exaustão metabólica e excitotoxicidade. Além disso, podem ocorrer complicações sistêmicas como acidose metabólica, hipertermia, rabdomiólise e disfunção cardiovascular. O tratamento do SE é escalonado e deve ser iniciado o mais rápido possível. A abordagem inicial foca na estabilização do paciente (ABC), seguida pela administração de benzodiazepínicos como primeira linha. Se as crises persistirem, são utilizados fármacos antiepilépticos de segunda linha (ex: fenitoína, levetiracetam, valproato) e, em casos refratários, a indução de coma com anestésicos gerais. O prognóstico depende da etiologia, duração do SE e resposta ao tratamento.
O status epilepticus é definido pela ocorrência de crises epilépticas contínuas por um período prolongado (geralmente >5 minutos para crises tônico-clônicas) ou pela ocorrência de crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas.
É uma emergência devido ao risco de lesão cerebral permanente, disfunção sistêmica (ex: acidose, hipertermia) e mortalidade se não for tratado prontamente. Quanto mais tempo a crise persiste, maior o risco de sequelas neurológicas.
Os primeiros passos incluem garantir a via aérea, respiração e circulação (ABC), monitorização, acesso venoso e administração de benzodiazepínicos (ex: lorazepam, midazolam) como terapia de primeira linha para interromper a crise.
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