Asma Grave: Quando Indicar Intubação e Ventilação Mecânica?

UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2018

Enunciado

Paciente com 22 anos dá entrada em unidade de pronto socorro com quadro de dispneia há 2 dias, piorado há 4 horas. Paciente conta que tem diagnóstico de asma brônquica desde a infância e faz uso irregular de “bombinhas”. Conta que usou a bombinha várias vezes nas ultimas horas. À entrada, encontra-se taquidispneica, FR 28irm, usando musculatura acessória e com sibilos expiratórios difusos. SatO2 é de 92% com cateter nasal a 2 litros/min. Demais sinais vitais estáveis. É iniciada inalação com fenoterol + ipratróprio repetidos 3 vezes em um intervalo de 1 hora e uma dose inicial de corticosteroide endovenoso. Na reavaliação, a paciente encontra-se ainda taquidispneico, não conseguindo pronunciar frases mesmo curtas, e sonolenta. Neste momento é colhida gasometria, cujos resultados são: pH 7,20; pCO2 68; pO2 88; Bicarbonato 28; BE -5. Qual medida é considerada adequada no momento?

Alternativas

  1. A) Administração de beta-agonista via parenteral (subcutânea ou endovenosa) e observação por mais 1 hora.
  2. B) Reduzir o intervalo das inalações com beta-agonista para cada 10 minutos e administrar bicarbonato para reverter acidose.
  3. C) Proceder à entubação orotraqueal e iniciar ventilação mecânica com pressão positiva.
  4. D) Trocar cateter nasal por máscara de venturi a 50% e iniciar aminofilina endovenosa.

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