UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Uma mulher de 59 anos está internada em pósoperatório de histerectomia devido adenocarcinoma de colo uterino. No quarto dia de pós-operatório surge febre de 38.7ºC acompanhada de calafrios e taquicardia. A radiografia do tórax mostrou infiltrado na base do pulmão esquerdo, de modo que se inicia o tratamento com Cefepime em dose plena. Após dois dias, duas hemoculturas demonstram o crescimento de estafilococos coagulase positiva resistente a glicopeptídeos. Entre as alternativas abaixo o antibiótico mais apropriado para o tratamento é:
Infecção por Staphylococcus coagulase positiva resistente a glicopeptídeos (VRSA) → Linezolida é uma opção de tratamento.
A infecção por Staphylococcus coagulase positiva resistente a glicopeptídeos (como vancomicina e teicoplanina) é uma situação clínica grave, geralmente associada a infecções hospitalares. Nesses casos, antibióticos como a Linezolida (um oxazolidinona) ou a Daptomicina (um lipopeptídeo) são opções de tratamento. A Linezolida atua inibindo a síntese proteica bacteriana e é eficaz contra bactérias Gram-positivas multirresistentes, incluindo MRSA e VRSA. A Daptomicina é uma alternativa, mas não deve ser usada em pneumonia, pois é inativada pelo surfactante pulmonar.
Infecções por Staphylococcus coagulase positiva, especialmente o Staphylococcus aureus, são uma causa significativa de morbimortalidade, particularmente em ambientes hospitalares. A emergência de cepas resistentes a múltiplos antibióticos, incluindo os glicopeptídeos (como vancomicina e teicoplanina), representa um grande desafio terapêutico. Essas cepas, conhecidas como VRSA (Vancomycin-Resistant Staphylococcus aureus), exigem uma abordagem cuidadosa na escolha do tratamento. A identificação de Staphylococcus coagulase positiva resistente a glicopeptídeos por hemoculturas em um paciente com sepse pós-operatória indica a necessidade de uma mudança imediata no esquema antibiótico. A Cefepime, um beta-lactâmico de amplo espectro, não tem atividade contra MRSA ou VRSA e, portanto, é ineficaz neste cenário. Entre as opções disponíveis, a Linezolida é uma das escolhas mais apropriadas. Ela pertence à classe das oxazolidinonas e atua inibindo a síntese proteica bacteriana, sendo eficaz contra a maioria das cepas de MRSA e VRSA. Outras opções incluem a Daptomicina, que é um lipopeptídeo, mas que não deve ser utilizada em casos de pneumonia devido à inativação pelo surfactante pulmonar. A escolha do antibiótico deve sempre ser guiada pelo perfil de sensibilidade do microrganismo e pelas características clínicas do paciente.
Significa que a bactéria, provavelmente Staphylococcus aureus, é resistente a antibióticos da classe dos glicopeptídeos, como vancomicina e teicoplanina. Essas cepas são conhecidas como VRSA (Vancomycin-Resistant Staphylococcus aureus) e representam um desafio terapêutico devido às poucas opções de tratamento eficazes.
A Linezolida é um antibiótico da classe das oxazolidinonas que inibe a síntese proteica bacteriana em um estágio inicial. Ela possui excelente atividade contra bactérias Gram-positivas multirresistentes, incluindo MRSA e VRSA, e é uma das poucas opções orais e intravenosas eficazes para essas infecções.
Além da Linezolida, a Daptomicina é outra opção eficaz para VRSA, mas não deve ser usada em infecções pulmonares, pois é inativada pelo surfactante. Outros antibióticos como Tigeciclina e Ceftarolina (para MRSA, mas não necessariamente VRSA) podem ser considerados dependendo do perfil de resistência e do sítio da infecção.
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