HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Uma paciente gestante, em acompanhamento no pré-natal de risco habitual, trouxe resultados de exames de rotina solicitados pelo obstetra. A sorologia para toxoplasmose mostrou IgM negativo e IgG positivo. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta para este resultado.
Toxoplasmose: IgM negativo + IgG positivo = Imunidade (infecção prévia).
Na sorologia para toxoplasmose, IgM negativo e IgG positivo indica que a paciente já teve contato com o parasita em algum momento da vida e desenvolveu imunidade, não havendo infecção aguda ou recente e, portanto, sem risco de transmissão congênita naquele momento.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, de grande importância na gestação devido ao risco de transmissão congênita e suas graves consequências para o feto, como coriorretinite, hidrocefalia e calcificações cerebrais. O rastreamento sorológico no pré-natal é fundamental para identificar o status imunológico da gestante e guiar as condutas preventivas ou terapêuticas. A interpretação da sorologia baseia-se na detecção de anticorpos IgM e IgG. Um resultado de IgM negativo e IgG positivo indica que a mulher já teve contato com o parasita em algum momento da vida, desenvolveu imunidade e, portanto, não apresenta risco de infecção aguda e transmissão congênita naquele momento da gestação. Isso significa que ela está protegida contra uma nova infecção primária. Gestantes com esse perfil sorológico (IgM negativo, IgG positivo) são consideradas imunes e não necessitam de tratamento específico para toxoplasmose durante a gravidez. No entanto, é sempre importante revisar a história clínica e, em casos de dúvida sobre a datação da infecção, considerar a avidez de IgG para confirmar se a infecção é antiga. O acompanhamento pré-natal deve continuar com as orientações gerais de prevenção para outras infecções.
A sorologia é crucial para identificar gestantes suscetíveis à infecção (IgM e IgG negativos), aquelas com infecção prévia e imunidade (IgM negativo, IgG positivo) e as com infecção aguda, direcionando a orientação e o acompanhamento adequado.
Esse resultado sugere uma infecção aguda muito recente, pois o IgM é o primeiro anticorpo a surgir e o IgG ainda não se positivou. Nesses casos, são necessários exames confirmatórios e acompanhamento rigoroso para determinar o risco fetal.
Além da presença de IgM e IgG, a avidez de IgG pode ajudar. Baixa avidez de IgG sugere infecção recente (geralmente até 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção antiga (mais de 4 meses), auxiliando na datação da infecção.
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