HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Mulher de 22 anos de idade apresenta os seguintes resultados de testes para sífilis: − Primeiro teste treponêmico: reagente. − Segundo teste treponêmico: não reagente. − Teste não treponêmico: não reagente. É correto afirmar que se trata de amostra:
Treponêmico reagente + segundo treponêmico NÃO reagente + não treponêmico NÃO reagente = falso-positivo no primeiro teste treponêmico.
A interpretação da sorologia para sífilis requer a análise conjunta de testes treponêmicos e não treponêmicos. Quando um primeiro teste treponêmico é reagente, mas um segundo teste treponêmico confirmatório e o teste não treponêmico são não reagentes, a sífilis é descartada, indicando um falso-positivo inicial.
O diagnóstico laboratorial da sífilis é complexo e baseia-se na interpretação conjunta de testes sorológicos, que são divididos em treponêmicos e não treponêmicos. Os testes treponêmicos, como FTA-Abs e TPHA, detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e, uma vez reagentes, tendem a permanecer assim por toda a vida, mesmo após o tratamento eficaz. Já os testes não treponêmicos, como VDRL e RPR, detectam anticorpos anticardiolipina e seus títulos refletem a atividade da doença, sendo úteis para monitorar a resposta ao tratamento. A interpretação dos resultados deve seguir um algoritmo diagnóstico. No cenário apresentado, um primeiro teste treponêmico reagente, seguido por um segundo teste treponêmico não reagente e um teste não treponêmico também não reagente, é o padrão clássico de um falso-positivo no teste treponêmico inicial. Isso significa que a paciente não tem sífilis, e o resultado reagente inicial foi um erro ou uma reação inespecífica. É crucial para o residente compreender que um único teste treponêmico reagente não é suficiente para o diagnóstico de sífilis, especialmente se não houver outros indícios clínicos ou epidemiológicos. A confirmação com um segundo teste treponêmico de metodologia diferente e a correlação com o teste não treponêmico são etapas indispensáveis para evitar diagnósticos errôneos, tratamentos desnecessários e o estigma associado à doença.
Testes treponêmicos (como FTA-Abs, TPHA) detectam anticorpos específicos contra o Treponema pallidum e geralmente permanecem reagentes por toda a vida. Testes não treponêmicos (como VDRL, RPR) detectam anticorpos contra cardiolipina e seus títulos refletem a atividade da doença, negativando com o tratamento.
Um falso-positivo para sífilis é sugerido quando um teste treponêmico inicial é reagente, mas um segundo teste treponêmico confirmatório (de metodologia diferente) é não reagente, e o teste não treponêmico também é não reagente.
O algoritmo reverso é frequentemente recomendado: iniciar com um teste treponêmico de triagem. Se reagente, realizar um teste não treponêmico. Se este também for reagente, o diagnóstico é confirmado. Se o não treponêmico for não reagente, um segundo teste treponêmico de metodologia diferente é feito para confirmar ou descartar um falso-positivo inicial.
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