INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Uma primigesta com 22 anos, dona de casa, comparece à unidade de saúde da família (USF) apresentando os resultados de exames solicitados na primeira consulta de pré-natal, realizada há 3 semanas, ao final do primeiro trimestre de gestação. Permanece sem queixas, refere estar usando regularmente o ácido fólico e o sulfato ferroso prescritos, mas diz estar preocupada com o exame de hepatite B. O médico verifica que a tipagem sanguínea é O+, que os testes rápidos para sífilis, HIV e hepatite C foram não reagentes e que todos os outros exames estão dentro da normalidade, apresentando a gestante, no entanto, AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs reagente.Nesse caso, a interpretação dos últimos exames da paciente e a conduta a ser adotada são, respectivamente,
AgHBs (-), Anti-HBc total (-) e Anti-HBs (+) = Imunidade por vacinação contra hepatite B.
A combinação de AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs reagente indica que a paciente possui imunidade ao vírus da hepatite B, provavelmente devido à vacinação. Não há infecção ativa nem contato prévio com o vírus, portanto, não há motivo para preocupação e o pré-natal pode seguir normalmente na USF.
A triagem para hepatite B é uma parte essencial do cuidado pré-natal, visando identificar gestantes com infecção crônica, aguda ou suscetíveis ao vírus. A interpretação correta dos marcadores sorológicos é crucial para a tomada de decisão clínica. O AgHBs (Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite B) indica infecção ativa. O Anti-HBc total (Anticorpo contra o Core do Vírus da Hepatite B) indica contato prévio com o vírus, seja por infecção passada ou atual. O Anti-HBs (Anticorpo de Superfície do Vírus da Hepatite B) indica imunidade, seja por vacinação ou por infecção resolvida. A prevalência da hepatite B varia globalmente, mas a triagem universal no pré-natal é uma medida de saúde pública importante para prevenir a transmissão vertical. No caso apresentado, a gestante com AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs reagente demonstra imunidade ao vírus da hepatite B. Isso significa que ela está protegida contra a infecção, muito provavelmente devido à vacinação prévia. Não há necessidade de preocupação com a hepatite B, e o acompanhamento pré-natal pode prosseguir na unidade de saúde da família sem a necessidade de encaminhamento para alto risco por essa condição específica. A fisiopatologia da hepatite B envolve a replicação viral no fígado, e a resposta imune do hospedeiro determina a resolução ou cronicidade da infecção. A presença de Anti-HBs é o marcador de proteção. A conduta para gestantes com imunidade à hepatite B é tranquilizá-las e continuar o acompanhamento pré-natal de rotina. Para gestantes suscetíveis, a vacinação é indicada. Para aquelas com infecção ativa, o manejo envolve monitoramento e, em alguns casos, terapia antiviral para reduzir o risco de transmissão vertical. A educação da paciente sobre o significado dos exames é fundamental para reduzir a ansiedade e garantir a adesão ao plano de cuidados. A prevenção da transmissão vertical é um dos pilares do controle da hepatite B.
Essa combinação sorológica indica imunidade ao vírus da hepatite B, geralmente adquirida por meio da vacinação. Significa que a pessoa não tem infecção ativa, nunca teve contato prévio com o vírus e está protegida.
A sorologia de hepatite B é fundamental no pré-natal para identificar gestantes com infecção ativa (AgHBs reagente), que necessitam de acompanhamento especializado e medidas para prevenir a transmissão vertical ao recém-nascido, ou gestantes suscetíveis à infecção, que devem ser vacinadas.
Gestantes suscetíveis ao vírus da hepatite B (AgHBs não reagente, Anti-HBc total não reagente e Anti-HBs não reagente) devem ser orientadas a iniciar o esquema vacinal completo, que é seguro e eficaz durante a gestação.
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