SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Mulher, 36 anos, procedente de Belém-PA, admitida na UTI por quadro de hepatite fulminante pelo vírus da hepatite B, com indicação de transplante hepático. Tem antecedente de hepatite C tratada com resposta virológica sustentada (cura). Assinale a alternativa que melhor reflete seu estado sorológico atual.
Hepatite B fulminante → HBsAg (+), anti-HBc total (+), anti-HBc IgM (+), anti-HBs (-). Hepatite C curada → Anti-HCV (+).
A hepatite B fulminante é uma manifestação grave da infecção aguda, caracterizada por HBsAg positivo e anti-HBc IgM positivo. A cura da hepatite C com antivirais de ação direta resulta em RNA-HCV negativo, mas o anti-HCV geralmente permanece positivo como marcador de exposição prévia.
A interpretação da sorologia das hepatites virais é um pilar fundamental na prática médica, especialmente em cenários de emergência como a hepatite fulminante. A hepatite B fulminante é uma condição rara, mas com alta mortalidade, caracterizada por insuficiência hepática aguda grave em poucas semanas. A presença de HBsAg e anti-HBc IgM positivos é crucial para o diagnóstico de infecção aguda ou reativação grave. A fisiopatologia da hepatite B fulminante envolve uma resposta imune exacerbada contra os hepatócitos infectados, levando à necrose hepática maciça. O anti-HBc IgM é o marcador mais confiável de infecção aguda ou reativação, enquanto o HBsAg indica a presença do vírus. A paciente também possui histórico de hepatite C tratada com sucesso, o que significa que, embora o RNA-HCV seja indetectável, o anti-HCV permanece positivo como um 'cicatriz' sorológica da exposição prévia. O manejo da hepatite fulminante é uma emergência médica, frequentemente exigindo suporte em UTI e avaliação para transplante hepático. A compreensão precisa dos marcadores sorológicos é vital para o diagnóstico diferencial, prognóstico e decisões terapêuticas, incluindo a profilaxia de reinfecção pós-transplante. Para residentes, dominar esses conceitos é essencial para a prática clínica e para exames de proficiência.
A hepatite B aguda ou fulminante é indicada pela presença de HBsAg (+) e anti-HBc IgM (+). O anti-HBc total também será positivo, e o anti-HBs será negativo.
Um Anti-HCV positivo após o tratamento indica exposição prévia ao vírus da hepatite C. A cura é confirmada pela ausência de RNA-HCV detectável (resposta virológica sustentada), não pela negativação do Anti-HCV.
O Anti-HBc total indica contato prévio com o vírus da hepatite B, seja por infecção passada resolvida, infecção crônica ou infecção aguda. É um marcador de infecção, não de imunidade protetora.
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