CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
Com relação ao resultado sorológico para hepatite B de um paciente que faleceu, qual pode ser considerado mais favorável à doação da sua córnea?
Doador ideal de córnea para HBV = HBsAg não reagente e anti-HBs reagente (indica imunidade).
A presença de anti-HBs isolado ou com anti-HBc IgG em um doador HBsAg negativo indica imunidade (vacinal ou cura), permitindo a doação segura.
A seleção de doadores de tecidos oculares exige uma análise criteriosa do prontuário e exames laboratoriais post-mortem. A Hepatite B é uma preocupação central devido à estabilidade do vírus e ao risco de transmissão. O HBsAg é o primeiro marcador a surgir e sua persistência por mais de 6 meses define a cronicidade. No contexto de transplantes, a segurança do receptor é prioritária. O anti-HBs é um anticorpo neutralizante que confere imunidade. Portanto, sua presença na ausência do antígeno HBsAg confirma que o doador não era portador transmissor no momento do óbito, preenchendo os critérios de segurança biológica para a liberação das córneas para uso cirúrgico.
A presença do HBsAg (antígeno de superfície) reagente é uma contraindicação absoluta, pois indica infecção atual (aguda ou crônica). Da mesma forma, a presença de anti-HBc IgM indica infecção aguda recente, o que também impede a doação devido ao alto risco de transmissão viral. O rastreio rigoroso é necessário para evitar a transmissão de doenças infecciosas através do tecido transplantado.
Este perfil indica que o indivíduo é imune ao vírus da Hepatite B. Se o anti-HBs for o único marcador positivo, a imunidade é provavelmente decorrente de vacinação. Se o anti-HBc IgG também estiver presente (com HBsAg negativo), indica imunidade após infecção natural resolvida. Em ambos os casos, não há vírus circulante ativo, tornando o tecido seguro para transplante em relação a este patógeno específico.
Geralmente, o anti-HBc total reagente com HBsAg negativo pode indicar uma infecção passada ou uma 'janela imunológica'. Na prática de bancos de tecidos oculares, diretrizes rigorosas costumam descartar doadores com anti-HBc reagente se não houver anti-HBs protetor associado, para garantir a máxima segurança, embora as normas possam variar levemente entre protocolos institucionais e legislações nacionais.
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