SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Durante a consulta de 2.o trimestre do pré‑natal de Magda, foi auscultado, somente em foco mitral, um sopro sistólico leve, com uma FC de 98 bpm e uma PA de 105x70 mmHg. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para o sopro.
Gestante + sopro sistólico leve em foco mitral + FC/PA normais = Sopro fisiológico da gravidez.
Durante a gravidez, o aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco leva a um estado hiperdinâmico, que pode causar sopros sistólicos funcionais, geralmente leves e sem significado patológico. A ausência de outros sintomas e a estabilidade hemodinâmica corroboram o diagnóstico de sopro fisiológico.
O sopro fisiológico da gravidez, também conhecido como sopro inocente, é um achado comum e benigno durante o pré-natal, ocorrendo em até 90% das gestantes. Ele reflete as profundas adaptações cardiovasculares que o corpo feminino sofre para suportar a gestação, como o aumento do volume plasmático, do débito cardíaco e da frequência cardíaca. É fundamental que o residente saiba reconhecer e diferenciar este sopro de patologias cardíacas subjacentes. Fisiologicamente, o aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco leva a um maior fluxo de sangue através das válvulas cardíacas, especialmente as atrioventriculares e semilunares, criando turbulência audível. O sopro é tipicamente sistólico, de baixa intensidade (grau I ou II/VI), e pode ser auscultado em diversos focos, sendo mais comum no mitral ou pulmonar. A ausência de outros sinais de disfunção cardíaca, como dispneia grave, dor torácica, síncope ou cianose, é crucial para o diagnóstico. A conduta diante de um sopro fisiológico é tranquilizar a paciente e continuar o acompanhamento pré-natal de rotina. Não são necessárias investigações adicionais como ecocardiograma, a menos que haja outros sinais ou sintomas que sugiram doença cardíaca. O conhecimento dessas alterações fisiológicas é essencial para evitar exames desnecessários e garantir um manejo adequado da gestante.
O sopro fisiológico na gravidez é tipicamente sistólico, de baixa intensidade (grau I/VI ou II/VI), audível principalmente no foco mitral ou pulmonar, e não se associa a outros sintomas cardíacos como dispneia grave, dor torácica ou síncope.
Eles ocorrem devido às alterações hemodinâmicas da gravidez, incluindo o aumento do volume sanguíneo (30-50%), do débito cardíaco (30-50%) e da frequência cardíaca, que resultam em um estado circulatório hiperdinâmico e maior fluxo através das válvulas cardíacas.
Um sopro deve levantar suspeita se for diastólico, de alta intensidade (grau III/VI ou mais), associado a outros sintomas como dispneia aos pequenos esforços, dor precordial, síncope, cianose, ou se houver história prévia de doença cardíaca. Nesses casos, a investigação com ecocardiograma é indicada.
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