Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2023
Escolar sadio de 10 anos de idade, sexo masculino, sem queixas no momento, assiste para consulta de rotina. Ao exame físico identificou presença de um sopro na ausculta cardiovascular, sem outras alterações. Qual característica clínica indica a possibilidade de ser um sopro inocente.
Sopro inocente → baixa intensidade, localizado, sem irradiação, sem repercussão hemodinâmica.
Sopro inocente é comum em crianças e adolescentes, geralmente sistólico, de baixa intensidade e sem irradiação. Sua presença isolada, sem outros sinais ou sintomas de doença cardíaca, tranquiliza e não requer investigação adicional.
Um sopro cardíaco inocente, também conhecido como sopro funcional ou benigno, é um achado comum na ausculta de crianças e adolescentes, com prevalência estimada entre 50% e 80% em alguma fase da infância. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-lo de sopros patológicos, que indicam doença cardíaca estrutural, evitando ansiedade desnecessária aos pais e exames complementares invasivos. A fisiopatologia dos sopros inocentes está relacionada ao fluxo sanguíneo turbulento através de estruturas cardíacas normais, amplificado pela parede torácica fina e pela alta contratilidade miocárdica em crianças. As características semiológicas que sugerem inocência incluem ser sistólico, de baixa intensidade (geralmente grau I ou II/VI), localizado (sem irradiação), sem frêmito, e não associado a outros achados anormais no exame físico ou sintomas. O sopro de Still, o sopro pulmonar fisiológico e o sopro carotídeo são os tipos mais comuns. A conduta frente a um sopro inocente é tranquilizar a família e o paciente, explicando a natureza benigna do achado e a ausência de necessidade de restrições ou tratamento. Não são necessários exames complementares se as características de inocência forem claras. O acompanhamento de rotina com o pediatra é suficiente, com reavaliação periódica das características do sopro.
Um sopro inocente é geralmente sistólico, de baixa intensidade (grau I-II/VI), localizado em uma área pequena, sem irradiação e sem frêmito. Não se associa a outros sintomas ou sinais de doença cardíaca.
A diferenciação baseia-se na ausência de sintomas, intensidade (geralmente < III/VI), ausência de frêmito, localização e irradiação específicas, e ser mais audível em certas posições. Sopros diastólicos ou contínuos são sempre patológicos.
Um sopro requer investigação se for de alta intensidade, diastólico, associado a frêmito, irradiação extensa, cianose, dispneia, baixo ganho ponderal ou outros sinais de insuficiência cardíaca.
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