UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Geralmente os sopros em crianças são detectados em consultas de rotina, ou durante o atendimento a problemas comuns. Em relação aos sopros cardíacos na infância assinale a alternativa incorreta:
Sopro cardíaco infantil → Pode ser inocente, cardiopatia ou doença não cardíaca; NÃO indica uso de O2 ao nascer.
Sopros cardíacos em crianças são achados comuns e podem ser inocentes (funcionais), indicativos de cardiopatia congênita ou reflexo de condições não cardíacas que alteram o fluxo sanguíneo. No entanto, a presença de um sopro por si só não é uma indicação para uso de oxigênio em recém-nascidos ao nascer.
Sopros cardíacos são achados frequentes na ausculta pediátrica, sendo detectados em até 80% das crianças em algum momento da infância. A maioria desses sopros é inocente ou funcional, sem significado patológico, mas uma parcela indica a presença de uma cardiopatia congênita ou outra condição subjacente. A avaliação cuidadosa do sopro é crucial para diferenciar entre essas possibilidades e determinar a necessidade de investigação adicional. Um sopro cardíaco em uma criança pode ter diversas origens. Pode ser um sopro inocente, que é fisiológico e não representa doença cardíaca estrutural; pode indicar uma cardiopatia congênita, que requer acompanhamento e, por vezes, intervenção; ou pode ser um sopro funcional decorrente de uma doença não cardíaca, como anemia ou febre, que aumentam o fluxo sanguíneo e a velocidade de ejeção. A alternativa incorreta na questão refere-se à indicação de uso de oxigênio pelo recém-nascido ao nascer. A presença de um sopro cardíaco isolado, sem outros sinais de desconforto respiratório ou hipoxemia, não é uma indicação primária para oxigenoterapia em recém-nascidos. A oxigenoterapia neonatal tem indicações específicas, como asfixia perinatal, desconforto respiratório grave ou cianose persistente. Para residentes, é fundamental dominar a semiologia cardíaca pediátrica, incluindo a caracterização dos sopros (localização, irradiação, intensidade, timbre, relação com o ciclo cardíaco, variação com manobras). A capacidade de diferenciar um sopro inocente de um patológico é uma habilidade essencial para evitar investigações desnecessárias e, ao mesmo tempo, identificar precocemente cardiopatias que demandam tratamento.
Sopros inocentes são geralmente sistólicos, de baixa intensidade (grau I-II/VI), localizados, sem irradiação, sem frêmito, e variam com a posição ou respiração. Não estão associados a outros sinais ou sintomas de doença cardíaca.
Sopros que são diastólicos, contínuos, de alta intensidade (grau III ou mais), associados a frêmito, cianose, dispneia, baixo ganho ponderal, pulsos anormais ou outras alterações no exame físico, devem levantar forte suspeita de cardiopatia congênita.
Condições como anemia, febre, hipertireoidismo e estados de alto débito cardíaco podem aumentar o fluxo sanguíneo e a velocidade de ejeção, resultando em sopros funcionais ou inocentes que não indicam doença cardíaca estrutural.
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