ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um lactente de 9 meses, com fácies sindrômica, assintomático, apresenta ausculta cardíaca com ritmo regular, bulhas normofonéticas com desdobramento variável da segunda bulha, sopro sistólico 2+/6+ mais audível em borda esternal esquerda baixa, sem irradiação, que diminui com a posição sentada. Os pulsos femorais são palpáveis.Nesse caso, o médico deve:
Lactente com fácies sindrômica + sopro cardíaco, mesmo que "funcional" → sempre encaminhar ao cardiopediatra para exclusão de cardiopatia congênita.
Embora o sopro descrito tenha características de sopro funcional (diminui sentado, sem irradiação), a presença de fácies sindrômica em um lactente exige uma investigação mais aprofundada por um cardiopediatra para excluir cardiopatia congênita associada.
Sopros cardíacos são achados comuns na infância, e a maioria é funcional (inocente), sem significado patológico. No entanto, a distinção entre sopros funcionais e orgânicos é crucial, pois os últimos podem indicar cardiopatias congênitas que requerem intervenção. A avaliação de um sopro cardíaco em um lactente envolve a análise de suas características (intensidade, localização, irradiação, relação com o ciclo cardíaco, variação com a posição), além da presença de sintomas associados (cianose, dispneia, baixo ganho ponderal) e outros achados no exame físico, como pulsos e fácies. No caso de um lactente com fácies sindrômica, mesmo que o sopro apresente características sugestivas de benignidade (como diminuir com a posição sentada), a probabilidade de uma cardiopatia congênita subjacente é significativamente maior. Portanto, o encaminhamento para avaliação especializada por um cardiopediatra é a conduta mais segura e indicada para um diagnóstico preciso e manejo adequado, se necessário.
Sopro funcional é geralmente sistólico, de baixa intensidade (1+/6+ a 3+/6+), sem irradiação, varia com a posição (diminui sentado ou em pé), e não está associado a outros achados patológicos como cianose, pulsos anormais ou sintomas.
Muitas síndromes genéticas (ex: Down, Turner, Noonan) estão fortemente associadas a cardiopatias congênitas específicas. A presença de dismorfismos faciais deve sempre levantar a suspeita e justificar investigação cardiológica.
O cardiopediatra pode solicitar eletrocardiograma (ECG), radiografia de tórax e, principalmente, ecocardiograma com Doppler para avaliar a estrutura e função cardíaca, identificar shunts ou obstruções.
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