Sopro Cardíaco Fisiológico Infantil: Identificação e Características

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

Criança de 2 anos de idade, trazida para consulta de puericultura pela primeira vez com você. Mãe não refere queixas clínicas. Ao exame físico: Peso no percentil 45 para idade e sexo, altura no percentil 50 para idade e sexo, eupneica, acianótica, anictérica, afebril, ausculta pulmonar normal, ausculta cardíaca identificado um sopro cardíaco, abdome flácido e sem visceromegalias, extremidades sem edemas, pulsos normopalpáveis nos 4 membros. Com base nesse quadro, a característica indicativa de que se trata de sopro cardíaco fisiológico é

Alternativas

  1. A) sopro diastólico.
  2. B) sopro holossistólico.
  3. C) presença de frêmito.
  4. D) sopro com curta duração e baixa intensidade.
  5. E) sopro sistólico com click de ejeção.

Pérola Clínica

Sopro fisiológico infantil = sistólico, curta duração, baixa intensidade, sem frêmito, sem irradiação, varia com posição.

Resumo-Chave

Sopros cardíacos fisiológicos em crianças são comuns e geralmente benignos. Eles são tipicamente sistólicos, de curta duração, baixa intensidade (grau I-II/VI), sem frêmito, não irradiam e podem variar com a posição ou ciclo respiratório, diferenciando-se de sopros patológicos.

Contexto Educacional

Sopros cardíacos são achados comuns na ausculta pediátrica, sendo a maioria deles fisiológicos ou 'inocentes'. É fundamental para o pediatra e o residente saber diferenciar um sopro benigno de um patológico para evitar ansiedade desnecessária aos pais e encaminhamentos inadequados, ao mesmo tempo em que não se perde um diagnóstico importante. A prevalência de sopros em crianças pode chegar a 50-80% em alguma fase da infância. O diagnóstico diferencial baseia-se nas características do sopro e no exame físico completo. Sopros fisiológicos são tipicamente sistólicos (ejetivos), de curta duração, baixa intensidade (geralmente grau I ou II/VI), sem frêmito, não irradiam e não estão associados a outros sinais ou sintomas de doença cardíaca (como cianose, dispneia, baixo ganho ponderal, pulsos anormais ou hepatomegalia). O sopro de Still é o exemplo mais comum, com som vibratório e musical. Sopros patológicos, por outro lado, podem ser diastólicos, holossistólicos, de alta intensidade (grau ≥ III/VI), associados a frêmito, irradiam para outras áreas e frequentemente vêm acompanhados de outros achados anormais no exame físico ou sintomas. A presença de um sopro patológico exige investigação adicional, geralmente com ecocardiograma, para identificar a cardiopatia congênita subjacente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características de um sopro cardíaco fisiológico em crianças?

Um sopro fisiológico é geralmente sistólico, de baixa intensidade (grau I-II/VI), de curta duração, sem irradiação, sem frêmito e pode variar com a posição do paciente ou com a respiração. A criança é assintomática e tem exame físico normal.

Como diferenciar um sopro fisiológico de um patológico?

Sopros patológicos frequentemente são diastólicos, holossistólicos, de alta intensidade (grau ≥ III/VI), associados a frêmito, irradiam para outras áreas, e podem vir acompanhados de sintomas como cianose, dispneia, baixo ganho ponderal ou outras alterações no exame físico.

O que é o sopro de Still?

O sopro de Still é o tipo mais comum de sopro fisiológico em crianças, caracterizado por um som vibratório, musical, de baixa frequência, mais audível na borda esternal esquerda inferior e ápice, geralmente entre 2 e 7 anos de idade.

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