HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
A respiração emite sons que são produzidos por turbulências aéreas e vibrações das estruturas pulmonares. Com base no tema, são sons pleuropulmonares anormais descontínuos:
Sons pleuropulmonares anormais descontínuos = Estertores finos (crepitantes) e grossos (subcrepitantes).
Os sons adventícios pulmonares são classificados em contínuos (roncos, sibilos, estridor) e descontínuos (estertores). Os estertores finos são agudos e curtos, indicando abertura de alvéolos colabados, enquanto os grossos são mais graves e prolongados, sugerindo secreções em vias aéreas maiores.
A ausculta pulmonar é uma ferramenta semiológica essencial no exame físico respiratório, permitindo a identificação de sons pleuropulmonares anormais que auxiliam no diagnóstico de diversas patologias. Para o residente, a capacidade de diferenciar e interpretar esses sons é crucial para a prática clínica e para as provas de residência. Os sons adventícios são classificados em contínuos e descontínuos, refletindo diferentes mecanismos fisiopatológicos. Os sons descontínuos são os estertores, que se subdividem em finos (crepitantes) e grossos (subcrepitantes). Estertores finos são sons curtos, de alta frequência, semelhantes ao 'velcro' sendo aberto, e geralmente indicam a abertura súbita de alvéolos colabados ou a presença de líquido em pequenas vias aéreas, sendo comuns em pneumonia, edema pulmonar e fibrose. Estertores grossos são mais graves e prolongados, sugerindo a passagem de ar por secreções em vias aéreas de maior calibre, como em bronquiectasias ou bronquite crônica. Em contraste, os sons contínuos incluem roncos (sons graves, de baixa frequência, indicando secreções em vias aéreas maiores), sibilos (sons musicais, de alta frequência, por estreitamento brônquico) e estridor (som agudo inspiratório, por obstrução de vias aéreas superiores). A compreensão da origem e das características de cada som é fundamental para o diagnóstico diferencial e para guiar a conduta terapêutica adequada, sendo um pilar da semiologia respiratória.
Os sons pleuropulmonares anormais descontínuos são os estertores, que podem ser finos (crepitantes) ou grossos (subcrepitantes). Estertores finos indicam abertura de alvéolos colabados (ex: pneumonia, edema pulmonar), enquanto estertores grossos sugerem presença de secreções em vias aéreas maiores (ex: bronquiectasias, DPOC).
Os sons contínuos incluem roncos, sibilos e estridor. Sibilos são sons musicais de alta frequência, indicando estreitamento de vias aéreas (ex: asma, DPOC). Roncos são sons graves, de baixa frequência, sugerindo secreções em vias aéreas maiores. Estridor é um som agudo inspiratório, indicando obstrução de vias aéreas superiores.
Brancofonia, egofonia e pectoriloquia são fenômenos de ressonância vocal, não sons adventícios primários. Eles indicam aumento da transmissão da voz através do parênquima pulmonar, geralmente por consolidação ou derrame pleural. Diferem dos sons adventícios que são ruídos adicionais gerados por turbulência aérea ou fricção.
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