Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2024
Criança de 2 anos de idade, internada em Unidade de Terapia Intensiva por quadro de bronquiolite, encontra-se em progressiva melhora do quadro respiratório, já encontrando-se sob ventilação não invasiva. Solicita-se passagem de sonda nasogástrica de silicone para suplementar sua ingestão oral, cuja aceitação no momento é muito baixa. Após o procedimento, a criança desenvolve um discreto desconforto respiratório. A radiografia de controle da sonda nasogástrica é mostrada abaixo: Podemos afirmar que:
SNG mal posicionada com desconforto respiratório + RX sugestivo de complicação pleural → drenagem de tórax e retirada da sonda.
O posicionamento incorreto da sonda nasogástrica, especialmente em pacientes pediátricos ou com comprometimento respiratório, pode levar a complicações graves como pneumotórax ou hidrotórax. A radiografia de tórax é essencial para confirmar o posicionamento e identificar tais intercorrências, exigindo intervenção imediata.
A passagem de sonda nasogástrica é um procedimento comum em ambiente hospitalar, mas não isento de riscos, especialmente em pacientes pediátricos e aqueles com comprometimento respiratório. O posicionamento incorreto pode levar a complicações graves, como a inserção da sonda na árvore traqueobrônquica, resultando em pneumotórax ou hidrotórax, ou mesmo perfuração esofágica. A suspeita de complicação deve surgir sempre que houver desconforto respiratório, tosse, cianose ou alteração da saturação de oxigênio após o procedimento. A radiografia de tórax é o método padrão-ouro para confirmar o posicionamento da sonda e identificar eventuais intercorrências, sendo crucial para a segurança do paciente. Diante de um pneumotórax ou hidrotórax iatrogênico, a conduta é emergencial e envolve a retirada imediata da sonda e a drenagem do espaço pleural, que pode ser realizada no leito da UTI com anestesia local ou, dependendo da complexidade e da condição do paciente, no centro cirúrgico para maior segurança e controle.
As principais complicações incluem pneumotórax, hidrotórax, perfuração esofágica ou gástrica, e aspiração pulmonar, que podem levar a desconforto respiratório e infecções.
A confirmação do posicionamento correto da sonda nasogástrica é feita idealmente por radiografia de tórax, que visualiza a ponta da sonda abaixo do diafragma e sem desvios para o sistema respiratório.
A conduta inicial inclui a retirada imediata da sonda e a realização de drenagem de tórax para aliviar a pressão e permitir a reexpansão pulmonar, geralmente em ambiente controlado como centro cirúrgico ou UTI.
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