Cervicite e DSTs: Diagnóstico e Manejo em Posto de Saúde

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2019

Enunciado

Paciente, 27 anos, solteira, vem ao Posto de Saúde mais próximo de sua casa para avaliação de um corrimento vaginal que iniciou há 2 meses, com odor mais intenso há 1 mês. Nega dor à relação sexual e prurido genital. Conta que nos últimos meses manteve relações sexuais, sem uso de preservativo, com dois parceiros. Ao exame físico, não tinha dor à palpação abdominal e o exame especular mostrou conteúdo homogêneo cinza esverdeado em canal vaginal que provinha de orifício cervical, colo uterino pouco friável, não sangrante e indolor à mobilização pelo toque. Não havia no Posto de Saúde microscópio para exame a fresco. A conduta mais adequada neste caso deve ser:

Alternativas

  1. A) Tratar empiricamente a vaginose com metronidazol com base nos achados clínicos, não esquecendo do manejo de cervicite por clamídia.
  2. B) Tratar a DIP (Doença Inflamatória Pélvica) com ceftriaxona, doxiciclina e metronidazol impõe-se, já que o corrimento tem origem no canal cervical e colo.
  3. C) Tratar a paciente e seus parceiros sexuais com azitromicina e ciprofloxacina para cobrir clamídia e gonococo, não esquecendo de investigar sífilis e HIV em todos. 
  4. D) Fazer diagnóstico de vaginose e tratar com metronidazol após positivar o teste de Whiff e confirmar pH maior que 4,5 fechando assim 3 dos 4 critérios de Amsel para Gardnerella. 
  5. E) Independentemente da avaliação pensando em vaginose, propor tratamento para cervicite com ceftriaxona e azitromicina, não esquecendo de pedir sorologias para sífilis e HIV à paciente e seus parceiros, bem como tratá-los com os mesmos antibióticos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo