UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Primigesta de termo encontra-se no período expulsivo há uma hora, a variedade de posição é OEA, no plano +3 de DeLee, quando é detectado líquido meconial +++/4. Cardiotocografia: desacelerações tardias em mais de 50% das contrações. Qual é a melhor conduta?
Sofrimento fetal agudo no expulsivo com feto baixo → parto vaginal operatório imediato (fórcipe/vácuo).
A presença de desacelerações tardias em mais de 50% das contrações, associada a líquido meconial espesso e período expulsivo prolongado, indica sofrimento fetal agudo. Com o feto em plano +3 de DeLee, o parto vaginal operatório (fórcipe ou vácuo extrator) é a conduta mais rápida e segura para resolver a situação e evitar hipóxia prolongada.
O sofrimento fetal agudo no período expulsivo é uma emergência obstétrica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir sequelas neurológicas ou óbito fetal. É caracterizado por alterações na monitorização fetal, como desacelerações tardias ou bradicardia, frequentemente associadas a líquido meconial espesso, indicando hipóxia. A identificação precoce desses sinais é crucial para a tomada de decisão. A fisiopatologia envolve a diminuição do fluxo sanguíneo uteroplacentário, levando à hipóxia e acidose fetal. Quando o feto já está em planos baixos (ex: +3 de DeLee), o parto vaginal operatório, seja por fórcipe ou vácuo extrator, torna-se a opção mais rápida e segura para o desfecho. A cesariana, embora uma opção para sofrimento fetal, seria mais demorada neste cenário de feto baixo e, portanto, menos indicada. A conduta correta prioriza a extração fetal rápida. O fórcipe e o vácuo extrator são ferramentas essenciais na sala de parto, e o residente deve dominar suas indicações, contraindicações e técnicas para garantir a segurança materno-fetal. A vigilância contínua do bem-estar fetal e a capacidade de intervir prontamente são pilares do bom atendimento obstétrico.
Os sinais incluem desacelerações tardias persistentes na cardiotocografia, bradicardia fetal, líquido amniótico meconial espesso e acidose fetal no sangue do couro cabeludo.
É indicado quando há sofrimento fetal agudo documentado no período expulsivo, com o feto em planos baixos (geralmente +2 ou +3 de DeLee), e condições maternas e fetais favoráveis para o procedimento.
Ambos são métodos de parto vaginal operatório. O fórcipe é usado para rotação e tração, enquanto o vácuo extrator apenas para tração. A escolha depende da experiência do operador, da variedade de posição e das condições clínicas.
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