Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Primigesta de 40 semanas e 3 dias de gravidez encontra-se em fase final do trabalho de parto, com dilatação total do colo uterino e membranas rotas. Inicia-se quadro de bradicardia fetal persistente e eliminação de mecônio espesso. A apresentação fetal encontra-se no plano +3 de De Lee, defletida de primeiro grau com ponto de referência voltado para a linha arqueada direita. Qual a variedade de posição e conduta mais adequada para esse caso?
O trabalho de parto com bradicardia fetal persistente e eliminação de mecônio espesso são sinais clássicos de sofrimento fetal agudo, uma condição que exige intervenção imediata para prevenir danos neurológicos ou óbito fetal. A avaliação da apresentação fetal, incluindo a variedade de posição e o plano de De Lee, é crucial para determinar a melhor via de parto e a técnica operatória, se necessária. Neste caso, a apresentação fetal defletida de primeiro grau (bregma) com o ponto de referência (fontanela anterior) voltado para a linha arqueada direita indica uma variedade de posição BDT (Bregma Direita Transversa ou Obliqua Transversa). A deflexão e a posição transversa ou oblíqua podem levar a uma distocia de rotação, impedindo a progressão do parto vaginal espontâneo. A presença de sofrimento fetal agudo agrava a urgência da situação. A conduta mais adequada para uma distocia de rotação com sofrimento fetal e apresentação fetal no plano +3 de De Lee (indicando que a cabeça está bem insinuada, mas não rotacionada) é o parto vaginal operatório com fórcipe de Kielland. Este fórcipe é especificamente desenhado para realizar a rotação da cabeça fetal e, em seguida, a extração, minimizando o risco de trauma materno e fetal. A cesariana seria uma opção se o fórcipe fosse contraindicado ou falhasse, mas com a cabeça no plano +3, o fórcipe é preferível se houver condições.
Os sinais incluem alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia persistente, taquicardia, desacelerações tardias ou variáveis graves), presença de mecônio espesso no líquido amniótico e diminuição da variabilidade da FCF.
O fórcipe de Kielland é indicado principalmente para correção de distocias de rotação, quando a apresentação fetal não está na posição anteroposterior ou transversa, permitindo a rotação e subsequente extração.
O fórcipe de Kielland é projetado para rotação e extração em distocias de rotação, enquanto o fórcipe de Simpson é um fórcipe de saída ou de alívio, utilizado para tração em apresentações já bem rotacionadas e baixas.
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