Sofrimento Fetal Agudo: Diagnóstico e Cardiotocografia

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

Geisa, 29 anos, gestante de 37 semanas foi admitida na maternidade em trabalho de parto. A residente foi auscultar o bcf que estava 120 bpm, após 15 minutos 110 bpm. Atividade uterina: 2 contrações em 10 minutos de 60 segundos. Foi solicitada uma cardiotocografia que evidenciou desacelerações tardias. Baseado nas informações marque a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Os DIPs tardios ou tipo I estão associados a estase de sangue interviloso, daí seu achado na asfixia fetal.
  2. B) Como profilaxia do sofrimento fetal agudo devemos romper as membranas ovulares artificialmente para diminuir a pressão e melhorar a oxigenação.
  3. C) Os padrões cardiotocográficos que exprimem sofrimento fetal são: taquicardia, DIP tipo I e bradicardia. 
  4. D) Bioquimicamente o sofrimento fetal agudo está caracterizado por hipóxia, acidose e hipercapnia.

Pérola Clínica

Sofrimento fetal agudo = hipóxia, acidose e hipercapnia; DIPs tardios indicam insuficiência uteroplacentária.

Resumo-Chave

O sofrimento fetal agudo é uma condição bioquímica caracterizada por hipóxia, acidose e hipercapnia. Desacelerações tardias (DIPs tipo II) na cardiotocografia são um sinal de insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal, indicando a necessidade de intervenção.

Contexto Educacional

O sofrimento fetal agudo é uma condição grave que pode ocorrer durante a gestação ou o trabalho de parto, representando uma ameaça à saúde e à vida do feto. Sua etiologia está frequentemente ligada à insuficiência uteroplacentária, que compromete a troca gasosa e de nutrientes entre mãe e feto. O diagnóstico precoce é fundamental para a intervenção e prevenção de sequelas neurológicas ou óbito fetal. A cardiotocografia é a principal ferramenta para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto. Padrões como as desacelerações tardias (DIPs tipo II) são altamente sugestivos de hipóxia fetal e acidose, indicando a necessidade de avaliação e, muitas vezes, de resolução rápida do parto. Bioquimicamente, o sofrimento fetal agudo se manifesta por hipóxia, acidose e hipercapnia, refletindo o metabolismo anaeróbico fetal. Residentes em Ginecologia e Obstetrícia devem dominar a interpretação da cardiotocografia e a fisiopatologia do sofrimento fetal agudo para tomar decisões clínicas rápidas e precisas. A capacidade de identificar esses sinais e entender suas implicações é crucial para a segurança materno-fetal e para o sucesso em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados bioquímicos do sofrimento fetal agudo?

O sofrimento fetal agudo é caracterizado por hipóxia (diminuição do oxigênio), acidose (aumento da acidez) e hipercapnia (aumento do dióxido de carbono) no sangue fetal, resultantes de uma oxigenação inadequada.

O que indicam as desacelerações tardias (DIPs tipo II) na cardiotocografia?

As desacelerações tardias indicam insuficiência uteroplacentária, onde há uma diminuição do fluxo sanguíneo para o feto durante e após a contração uterina, levando à hipóxia e acidose fetal.

Como diferenciar DIPs tardios de DIPs precoces?

DIPs precoces (tipo I) são simétricos às contrações uterinas, com o nadir da desaceleração coincidindo com o pico da contração, e são benignos. DIPs tardios (tipo II) começam após o início da contração e seu nadir ocorre após o pico da contração, indicando comprometimento fetal.

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