Sofrimento Fetal Agudo: Sinais e Diagnóstico na CTG

HCV - Hospital da Cruz Vermelha Brasileira (PR) — Prova 2015

Enunciado

São sinais clínicos e eletrônicos de Sofrimento Fetal Agudo:

Alternativas

  1. A) Taquicardia transitória, líquido amniótico claro, variabilidade normal e desacelerações tipo DIP 3 na cardiotocografia, bradicardia
  2. B) Taquicardia persistente, líquido meconial, variabilidade diminuída e desacelerações tipo DIP 1 na cardiotocografia, bradicardia
  3. C) Taquicardia, líquido meconial, variabilidade diminuída e desacelerações tipo DIP 3 na cardiotocografia, presença de acelerações transitórias. 
  4. D) Taquicardia persistente, líquido meconial, variabilidade diminuída e desacelerações tipo DIP 2 na cardiotocografia, bradicardia
  5. E) Taquicardia persistente, líquido meconial, variabilidade normal e acelerações

Pérola Clínica

SFA = Líquido meconial + Bradicardia/Taquicardia persistente + DIP II/Variabilidade ↓ na CTG.

Resumo-Chave

O Sofrimento Fetal Agudo indica uma hipóxia fetal significativa, que pode levar à acidose e danos neurológicos. A presença de líquido amniótico meconial, alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia ou taquicardia persistente) e padrões anormais na cardiotocografia, como desacelerações tardias (DIP II) e variabilidade diminuída, são sinais de alerta.

Contexto Educacional

O Sofrimento Fetal Agudo (SFA) é uma condição grave que reflete a incapacidade do feto de manter um suprimento adequado de oxigênio, levando à hipóxia e, se prolongada, à acidose metabólica. O reconhecimento precoce dos seus sinais é crucial para a intervenção e prevenção de sequelas neurológicas ou óbito fetal. Os sinais de SFA podem ser clínicos, como a presença de líquido amniótico meconial, e eletrônicos, detectados pela cardiotocografia (CTG). Na cardiotocografia, os indicadores de SFA incluem bradicardia fetal persistente (FHR < 110 bpm), taquicardia fetal persistente (FHR > 160 bpm), variabilidade da linha de base diminuída ou ausente, e a presença de desacelerações tardias (DIP II). As desacelerações tardias são caracterizadas por um início e término após o pico da contração uterina, refletindo uma insuficiência uteroplacentária e comprometimento da oxigenação fetal. A presença de acelerações transitórias, por outro lado, é um sinal de bem-estar fetal. A conduta diante de um quadro de SFA geralmente envolve medidas para melhorar a oxigenação fetal (mudança de decúbito materno, hidratação, oxigenoterapia) e, se não houver melhora, a interrupção da gestação, frequentemente por via cesariana, dependendo da idade gestacional e das condições maternas e fetais. O domínio da interpretação da CTG e dos sinais de SFA é uma habilidade essencial para obstetras e residentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de Sofrimento Fetal Agudo?

Os principais sinais incluem alterações na frequência cardíaca fetal (bradicardia ou taquicardia persistente), presença de líquido amniótico meconial, e padrões anormais na cardiotocografia, como desacelerações tardias (DIP II) e variabilidade diminuída.

Qual a importância do líquido amniótico meconial no SFA?

O líquido amniótico meconial é um sinal de sofrimento fetal, pois a eliminação de mecônio pelo feto ocorre em resposta ao estresse hipóxico. Sua presença, especialmente se espesso, aumenta o risco de síndrome de aspiração meconial.

Como diferenciar DIP I de DIP II na cardiotocografia?

As desacelerações precoces (DIP I) são simétricas e espelham as contrações uterinas, com início e fim coincidentes. As desacelerações tardias (DIP II) iniciam-se após o pico da contração e terminam após o fim da contração, indicando insuficiência uteroplacentária.

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