FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Uma gestante de 36 semanas com quadro de pré-eclâmpsia sem critério de gravidade chega ao hospital com dor abdominal, dinâmica uterina com 3 contrações de 35 segundos e colo dilatado 3 cm. Na avaliação inicial é solicitada uma cardiotocografico. O traçado cardiotocográfico mostra uma variabilidade de linha de base reduzida, desacelerações tardias 50% das contrações e ausência de acelerações transitórias. Com base nesses achados, qual é o diagnóstico mais provável?
Cardiotocografia com variabilidade ↓ + desacelerações tardias + ausência de acelerações → sofrimento fetal agudo.
A cardiotocografia com variabilidade de linha de base reduzida, desacelerações tardias e ausência de acelerações transitórias é um padrão altamente preocupante, indicativo de hipóxia fetal e sofrimento fetal agudo, exigindo intervenção imediata.
O sofrimento fetal agudo é uma condição grave que ocorre quando o feto não recebe oxigênio e nutrientes suficientes, levando a hipóxia e acidose. É uma emergência obstétrica que exige reconhecimento rápido e intervenção para prevenir danos neurológicos permanentes ou óbito fetal. A cardiotocografia (CTG) é a principal ferramenta para monitorar o bem-estar fetal durante o trabalho de parto e em gestações de alto risco. Um traçado preocupante, como o descrito na questão (variabilidade de linha de base reduzida, desacelerações tardias em 50% das contrações e ausência de acelerações transitórias), é altamente indicativo de sofrimento fetal agudo. A variabilidade reduzida reflete uma disfunção do sistema nervoso autônomo fetal, enquanto as desacelerações tardias são um sinal clássico de insuficiência uteroplacentária e hipóxia. Diante de um quadro de pré-eclâmpsia (que já confere risco de insuficiência placentária) e dor abdominal com dinâmica uterina, a presença desses achados na CTG sugere uma deterioração aguda do bem-estar fetal, que pode ser exacerbada por condições como o descolamento prematuro da placenta (embora o enunciado não forneça dados conclusivos para este diagnóstico específico, o sofrimento fetal é a consequência). A conduta imediata é a interrupção da gestação, geralmente por cesariana de emergência, após estabilização materna e fetal, se possível.
Os achados incluem variabilidade de linha de base reduzida ou ausente, desacelerações tardias recorrentes, desacelerações variáveis complicadas e ausência de acelerações transitórias.
As desacelerações tardias refletem insuficiência uteroplacentária, onde a diminuição do fluxo sanguíneo para o feto durante as contrações uterinas causa hipóxia e acidose fetal, levando à bradicardia reflexa.
A pré-eclâmpsia está associada à disfunção placentária e restrição do crescimento fetal, aumentando o risco de insuficiência uteroplacentária e, consequentemente, de hipóxia e sofrimento fetal agudo.
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